Parto prematuro eleva risco de deficiência no bebê, diz estudo

Pesquisa analisou 2.901 crianças nascidas prematuramente e 667 nascidas no tempo normal de uma gravidez

Efe,

06 de março de 2008 | 22h02

As probabilidades de crianças nascidas prematuramente adquirirem deficiências motoras e mentais aumentam à medida que o parto é realizado mais cedo, segundo um estudo publicado pela revista médica britânica The Lancet.   A pesquisa, feita pela Unidade de Pesquisas sobre Saúde Perinatal e Saúde da Mulher de Villejuif (França) e pela Universidade Pierre et Marie Curie, de Paris, analisou 2.901 crianças nascidas prematuramente - entre 24 e 32 semanas de gestação - e 667 nascidas após a 39ª e a 40ª semanas, tempo normal de uma gravidez.   Cinco anos depois, as crianças dos dois grupos foram submetidas a exames médicos e testes cognitivos, e os resultados mostraram que a incidência de deficiência era maior nas que nasceram prematuramente.   No grupo de crianças nascidas em um parto muito prematuro, 5% tinham alguma deficiência grave; 9%, deficiências moderadas e 25%, deficiências menos graves. Já no grupo de crianças que nasceram após o período de gestação normal, os porcentuais caíram para 0,3%, 3% e 8%, respectivamente.   O estudo também revela que as semanas de gestação antes de um parto são inversamente proporcionais ao porcentual de crianças que têm necessidades especiais de saúde em algum momento da infância.   Em relação às crianças com cinco anos de idade, 42% das nascidas entre 24 e 28 semanas de gestação precisaram de alguma ajuda especial de saúde, enquanto esse porcentual caiu para menos de 31% entre as crianças nascidas após a 29ª e a 32ª semanas. No caso das crianças nascidas após a 39ª e a 40ª semanas, o porcentual recua para 16%.   Segundo os cientistas, essa pesquisa chama a atenção para a necessidade e o custo da assistência especial de saúde que as famílias têm quando seus filhos nascem prematuramente.

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