Partos naturais tornam mães mais receptivas ao choro

Pesquisadores chegaram a essa conclusão através de ressonâncias magnéticas do cérebro feitas nas mães

Efe

03 de setembro de 2008 | 19h53

As mães que dão à luz por meio de parto natural são mais receptivas aos choros do bebê do que as que se submetem a uma cesariana, afirma um estudo feito pela Universidade de Yale, nos Estados Unidos. Os pesquisadores do Child Study Centre de Yale chegaram a essa conclusão através de ressonâncias magnéticas do cérebro feitas nas mães entre duas e quatro semanas depois do parto. Os resultados do estudo, publicado nesta quarta-feira, 3, no The Journal of Child Psychology and Psychiatry, indicam que diante do choro do bebê, as mulheres que tiveram parto normal registraram maior atividade em regiões do cérebro nas quais, acredita-se, seriam reguladas as emoções, a motivação e o comportamento. A capacidade de desenvolver condutas e atitudes necessárias para que os pais cuidem adequadamente dos recém-nascidos está relacionada a uma série de circuitos cerebrais e hormonais, afirma o estudo. Em um parto normal, as contrações do útero e a estimulação vagino-cervical fazem com que seja excretada oxitocina pela glândula pituitária posterior. O hormônio é considerado chave para a conduta maternal dos animais. Ao analisar as zonas do cérebro afetadas pelas condições do parto, os pesquisadores também detectaram uma relação entre a atividade cerebral e o estado de ânimo das mães, o que poderia contribuir para regular as depressões pós-parto. Segundo James Swain, autor principal do estudo, a pesquisa pode ajudar a compreender melhor a neurofisiologia e a psicologia da relação entre mães e filhos em momentos nos quais as mulheres esperam cada vez mais para engravidar, o que aumenta suas possibilidades de ter de se submeter a uma cesariana. A prática desta operação, considerada necessária em muitos casos para garantir a saúde ou a sobrevivência da criança ou da mãe, e à qual se relaciona a depressão pós-parto, aumentou de forma significativa nas últimas décadas nos países ocidentais.

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