Bramon/Reprodução
Bramon/Reprodução

Passagem de meteoro ilumina céu no interior da Bahia

Especialista explica que o fenômeno, visto nas cidades de Ipirá, Itaberaba e Ituberá, atingiu as camadas mais baixas da atmosfera causando maior propagação maior do som

Larissa Gaspar, O Estado de S. Paulo

27 de outubro de 2020 | 21h50

A passagem de um meteoro por cidades da Bahia chamou a atenção de moradores entre 21h e 22h desta segunda-feira, 26. O fenômeno foi visto nas cidades Ipirá, Itaberaba e Ituberá, no sul do Estado, e se caracteriza pelo extremo brilho, razão pelo qual é chamado de bólido. Pelas redes sociais, diversas pessoas comentaram o fenômeno, registrado pelas câmeras do Clima ao Vivo. 

Alguns relatos apontam que “um objeto não identificado” surgiu no céu, que ficou todo azul. Em seguida, uma bola de fogo foi visualizada e uma explosão que fez tremer muitas casas. De acordo com José Lucas Ferreira, astrofotógrafo e operador da rede de monitoramento do Rio Grande do Norte da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon), ainda não se sabe a velocidade,tamanho ou origem do bólido. “A maioria dos bólidos são esporádicos, ou seja, não pertencem a uma chuva de meteoros. O fenômeno de visualização de meteoros e estrelas cadentes são mais frequentes do que a visualização de bólidos, mas mesmo assim não é raro", diz ele.

 

Ferreira explica que, por causa da alta velocidade, quando um bólido atinge a troposfera, a camadas mais baixa da atmosfera, ocorre uma explosão - que foi o som ouvido pelos moradores. O tremor ocorre devido ao deslocamento de ar, que move paredes e janelas, mas não a terra em si. Apesar dos relatos de preocupação, é muito difícil que algum fragmento do meteoro alcance pessoas nas cidades após atingir as camadas da Terra.

 

 

   

 

Com base em análises preliminares realizadas nos vídeos divulgados na internet, colaboradores da Bramon descobriram que o bólido teve uma trajetória predominantemente de leste para oeste, surgindo às 21h29 (horário de Brasília), a aproximadamente 52 quilômetros acima do município de Taperoá e seguindo até cerca de 10 km de altitude sobre o município de Burietá, na Bahia. 

Segundo nota divulgada pela Bramon, os meteoros são rochas que estão vagando pelo espaço e, às vezes, cruzam o caminho da Terra e acabam queimando na atmosfera. “Quando isso acontece, a rocha espacial produz um brilho intenso e então chamamos de “meteoro”, quando a rocha ainda não entrou na Terra o nome dado é meteoroide”. Na semana passada, um bólido foi visto das cidades de Curaçá e Paulo Afonso, ambas no norte da Bahia. Quem estava em municípios de Sergipe, Paraíba, Ceará e Pernambuco também conseguiu observar. 

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