Pedreiros descobrem caixões de 2.000 anos em Chipre

Além dos esquifes, foram encontrados no local esqueletos humanos, potes de vidro e urnas de terracota

Associated Press

19 Maio 2010 | 11h01

Os caixões foram encontrados durante a construção de uma calçada. Petros Karadjas/AP

 

Operários de construção em Chipre encontraram quatro raros caixões de argila, com idade estimada em 2.000 anos,  informa o Departamento de Antiguidades do país.

 

A diretora, Maria Hadjicosti,disse que os caixões, decorados com padrões florais, datam do período helenístico e do início do período romano na ilha, entre 300 a.C. e 100 d.C..

 

Ela declarou que os caixões foram desenterrados do que parece ser um antigo cemitério na zona turística de Protaras.

 

A diretora acrescentou que caixões semelhantes, datando do mesmo período, já haviam sido descobertos. Dois deles encontram-se em exibição no Museu Arqueológico da capital, Nicósia, e três estão armazenados. Mas o novo achado é significativo, de acordo com ela, por não ter sido tocado por ladrões de sepulturas.

 

"Os caixões intactos vão nos ajudar a aumentar nosso conhecimento e compreensão daquele período", disse ela.

 

Além dos esquifes, foram encontrados no local esqueletos humanos, potes de vidro e urnas de terracota, indicando que o cemitério foi usado por um longo tempo. os operários chegaram aos caixões durante a

construção de uma calçada.

 

Escavações em Chipre encontraram sinais de ocupação humana que vão até cerca de 9.000 a.C.. A ilha assistiu a várias ondas de colonização, incluindo fenícios, micênicos, romanos e, na Idade Média, francos e venezianos. Ela foi conquistada pelos turcos em 1571 e tornou-se parte do Império Britânico em 1878. Tornou-se independente em 1960.

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