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Peixe recém-descoberto está ameaçado em Botucatu

Catalogada pela primeira vez há dois anos, nova espécie de cascudo corre risco de de extinção pela presença humana em seu habitat

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

05 Julho 2013 | 16h12

SOROCABA - Uma nova espécie de cascudo descoberta em Botucatu, interior de São Paulo, está ameaçada de extinção por causa do turismo. O local de ocorrência do peixe, o córrego Águas de Madalena, afluente do rio Pardo, é muito frequentado por moradores da região por causa de suas cachoeiras. O cascudo foi catalogado pela primeira vez há dois anos pelo pesquisador Fábio Roxo, do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista, campus de Botucatu. Em homenagem à cidade, a espécie foi batizada de 'Neoplecostomus botucatu'.

O rio Pardo, que recebe as águas do córrego, é tributário da Bacia do Paranapanema. Em Botucatu, esses rios são muito procurados para lazer, pela ocorrência de belas cachoeiras, como a cascata Véu da Noiva. O próprio autor da descoberta alertou para o risco de desaparecimento do cascudo. "Como esse córrego é um local de recreação da população da cidade, o peixe está sujeito à poluição e à destruição de seu habitat pela interferência humana." Esse cascudo habita cursos d'água de correnteza forte, ficando embaixo de pedras soltas ou lajes de pedra em cachoeira. Seu tamanho varia de 7,8 a 10 centímetros.

Roxo descobriu também uma nova espécie de cascudo - a Hisonotus bocaiúva - há três anos em rios tributários da Bacia do São Francisco, em Bocaiúva (MG). A principal característica desse peixe é o seu tamanho diminuto - apenas dois centímetros de comprimento.

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