Pela 1ª vez, muçulmanos superam em número os católicos

Há 1,8% a mais de muçulmanos na população mundial, segundo responsável pelo Anuário Pontifício do Vaticano

Efe,

29 de março de 2008 | 20h30

Pela primeira vez, os católicos deixaram a primeira posição na classificação de religão com maior número de fiéis. O posto foi perdido para os muçulmanos, segundo uma entrevista publicada neste sábado, 29, pelo periódico do Vaticano L'Osservatore Romano.  Um total de 17,4% da população mundial é católica, contra 19,2% que é muçulmana, indicou o monsenhor Vittorio Formenti, responsável do Anuário Pontifício.   Formenti afirmou que se trata de um dado sobre o qual é preciso refletir. No entanto, quando forem somados todos os cristãos - católicos, ortodoxos, anglicanos e protestantes - a porcentagem alcança 33% da população mundial.   O número de católicos no mundo teve um aumento de 1,4%, segundo o Anuário Pontifício 2008, que revela que 49,8% deles vivem no continente americano.   Formenti assinala que, apesar da ultrapassagem dos muçulmanos nas estatísticas, o número de católicos aumenta também porque "cresce a população do mundo".   "Na relação entre aumento da população e crescimento do mundo, os católicos permanecem estáveis", disse o coordenador do Anuário.   No entanto, o fato de os muçulmanos terem mais filhos que os católicos, os levou a ocupar o primeiro lugar entre as religiões do mundo por número de seguidores.   Sacerdotes na Ásia   O Anuário revela também que o número de sacerdotes católicos no mundo todo aumentou, "uma novidade que agradou especialmente ao Papa", já que se observa uma melhora das vocações, embora estas não ocorram na Europa setentrional nem nos Estados Unidos ou Canadá, mas principalmente na Ásia, em especial Filipinas, Índia, Coréia do Sul, Vietnã e Japão.   Por diocese, o maior número de vocacionados em 2006, ano ao que se referem os dados do Anuário, se registraram na cidade mexicana de Guadalajara, onde os dois seminários existentes ficaram sem vagas suficientes. Por outro lado, França, Holanda e Bélgica são os países onde se registra o menor número de novos padres.

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