Pentágono conclui que destruição de satélite teve êxito

Departamento de Defesa diz ter 'alto teor de confiança' de que satélite não representa mais perigo

Associeted Press

25 de fevereiro de 2008 | 21h05

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos disse nessa segunda-feira, 25, ter "alto teor de confiança" de que o míssil lançado espaço destruiu o tanque de combustível do satélite espião, como o planejado. Ele continha 454 quilos de hidrazina, uma substância tóxica que os oficiais do governo norte-americano acreditavam que oferecia risco potencial para humanos se o satélite descesse à Terra sozinho e, por isso, teve que ser abatido.   Em sua declaração mais definitiva a respeito do resultado do lançamento da última quarta-feira, 20, sobre o Pacífico, o Pentágono disse que baseado na análise do lixo espacial, está claro que o míssil da Marinha destruiu o tanque de combustível, "reduzindo, senão eliminando, o risco do lixo tóxico para as pessoas na Terra."   A presença da hidrazina foi citada por oficiais americanos como a principal razão para derrubar o satélite - descrito como tendo o tamanho de um ônibus escolar - que de outra forma teria saído de órbita sozinho no começo de março. O satélite perdeu força pouco depois de atingir sua órbita inicial em dezembro de 2006.   Após a derrubada por um míssil lançado do USS Lake Erie, oficiais do Pentágono afirmaram que parecia que o tanque havia sido atingido da maneira esperada, mas que eles teriam que conduzir mais análises antes de chegar a uma conclusão final.   Até essa segunda-feira, 25, não houve relatos de lixo espacial que tenha atingido a Terra, e é improvável que qualquer parte dele permaneça intacta ao impacto com o solo, declarou o Pentágono.   "De todos as formas, essa foi uma missão bem sucedida," General James Cartwright, disse na declaração do Pentágono dessa segunda. "Pela análise do lixo espacial, nós temos um alto nível de confiança de que o tanque de combustível do satélite tenha sido destruído e a hidrazina, dissipada."   A declaração do Pentágono acrescentou ainda que a base Vandenberg da Força Aérea, Califórnia, localizou menos de 3.000 pedaços de lixo do satélite, todos menores que uma bola de futebol.   General Carter Ham disse a repórteres, em declarações a parte, que as equipes especiais do exército - organizadas para reagir caso o lixo espacial atingisse alguma área habitada - foram desmontadas.   "Do nosso ponto de vista, isso conclui as operações militares para essa missão," disse Ham acrescentando que modificações feitas nos navios e em dois mísseis extras "vão agora voltar às suas configurações normais." Essas mudanças serão feitas de modo que os navios e os mísseis voltem ao seu papel de defesa contra ataques aéreos, ele disse.   A missão para a derrubada do satélite causou atrito internacional quando Rússia e China afirmaram que o lançamento de um míssil poderia levar a uma corrida armamentista no espaço, exigindo que o governo americano fornecesse todas as informações sobre a missão.

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