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Pesquisa aponta aumento no nº de crianças de até 3 anos com mães sem cônjuge

Dados do IBGE mostram que a proporção cresceu, em dez anos, de 18% para 23%

Rafael Moraes Moura, BRASÍLIA,

26 Outubro 2011 | 00h05

Mais crianças de até três anos vivem com mães que trabalham e menos têm em casa, além da figura materna, uma referência paterna - seja pai ou padrasto. É o que aponta estudo que a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) do governo federal lança nesta quarta-feira, 26, em Brasília, durante o seminário Cidadãos do Futuro - Políticas Para o Desenvolvimento da Primeira Infância.

Segundo a pesquisa, realizada a partir do cruzamento de indicadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 18% das crianças de até três anos viviam com mãe, mas sem o cônjuge dela - pai ou padrasto da criança - em 1999. Dez anos depois, a proporção aumentou para 23%.

No mesmo período, a quantidade de crianças que moram com mães manteve-se praticamente estável, em 96%. Neste universo, no entanto, as crianças que vivem com mães que trabalham saltou de 43% para 49%.

No recorte por renda, a proporção de crianças com mães que trabalham aumenta consideravelmente quanto maior for a renda. Entre os extremamente pobres (renda domiciliar per capita mensal abaixo de R$ 125), considerando as crianças que vivem com a mãe, 30% têm mãe que trabalha. O número salta para 37% entre os pobres (de R$ 125 a R$ 250), 62% entre os de classe média (renda de R$ 250 a R$ 1.000) e chega a 78% entre os de classe alta (superior a R$ 1.000).

De acordo com o estudo, levando-se em conta números de 2009, 52% das crianças brasileiras de até três anos são extremamente pobres ou pobres - ante 85% em 1999. Hoje, a proporção é mais baixa na região sul (37%) e mais elevada no nordeste (74%).

A pesquisa aponta que 66% das crianças vivem em ambiente com acesso adequado à rede de esgoto - no entanto, entre as extremamente pobres, o índice despenca para 42%.  Entre 1999 e 2009, a proporção de crianças nessa faixa etária que freqüentam creches saltou de 9% para 19%.

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