Pesquisa mostra que parasitas preferem homens a mulheres

Como se violência e comportamento de risco não fossem suficientes, uma dupla de pesquisadores britânicos acaba de incluir parasitas na lista de motivos pelos quais os homens tendem a viver menos do que as mulheres.Os cientistas fizeram uma série de levantamentos estatísticos e descobriram que, pelo menos entre os mamíferos, os machos costumam ser mais suscetíveis a infecções parasitárias do que as fêmeas, o que resulta em um índice maior de mortalidade."Naquelas espécies em que machos morrem mais cedo do que fêmeas, eles sofrem índices desproporcionalmente altos de parasitismo", afirma o pesquisador Ian Owens, do Imperial College de Londres, que comenta o estudo, publicado na revista Science. O trabalho é assinado por Sarah Moore e Kenneth Wilson, da Universidade de Stirling.Segundo os pesquisadores, nos EUA, Reino Unido e Japão, os homens são aproximadamente duas vezes mais vulneráveis a mortes causadas por parasitas do que as mulheres. No Casaquistão e no Azerbaijão, completa Owens, a diferença é quatro vezes maior. A fraqueza do homem pode estar relacionada justamente a uma de suas principais "superioridades": o tamanho.De acordo com o estudo, nas espécies em que a fêmea é maior do que o macho, ela é que sofre mais com o parasitismo. "Pode ser que os machos por serem maiores e comerem mais, simplesmente ofereçam um ´alvo´ maior para os parasitas", avalia Owens.A tendência é ainda maior entre os machos que precisam lutar entre si para copular com a fêmea. Outra possível causa apontada pelos cientistas é a testosterona, hormônio masculino que também funciona como um imunossupressor, deixando o organismo mais vulnerável a infecções.

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