Pesquisadores dos EUA criam mapa das proteínas da saliva

Pesquisadores norte-americanosidentificaram 1.116 proteínas singulares encontradas nasglândulas salivares dos seres humanos, uma descoberta que,segundo afirmaram na terça-feira, poderia permitir a elaboraçãode uma série de testes com base na saliva, dispensando a coletade sangue. Até 20 por cento das proteínas encontradas na saliva estãopresentes também no sangue, disse Fred Hagen, pesquisador daUniversidade do Centro Médico Rochester, em Nova York, queparticipou do estudo. "Esse é um campo potencialmente amplo, com váriasimplicações na área de diagnóstico de doenças", afirmou Hagen,cujo trabalho saiu publicado na Journal of Proteome Research. Os pesquisadores apostam que os testes com base na salivaajudarão a diagnosticar doenças como o câncer, males do coraçãoe a diabete, além de outras."A fim de sermos capazes de diagnosticar uma doença usando asaliva, é preciso compreender de forma aprofundada o proteomada saliva", disse Hagen. De forma semelhante ao genoma, que lista todos os genes deum organismo, o proteoma é um mapa completo das proteínas.Enquanto os genes fornecem o manual de instruções, as proteínascarregam essas informações, regulando os processos celulares. Pesquisadores de cinco universidades -- Universidade deRochester, Instituto de Pesquisa Scripps, Universidade do Sulda Califórnia, Universidade da Califórnia em San Francisco eUniversidade da Califórnia em Los Angeles -- tentaramidentificar todas as proteínas secretadas pelas grandesglândulas salivares. Coletou-se a saliva de 23 homens e mulheres saudáveis devárias raças. E testaram-se as amostras usando um tipo deespectômetro de massa, que identifica uma proteína com base namedida de sua massa e de sua carga. A maior parte das proteínas encontradas era do tipo quesinaliza caminhos, substâncias fundamentais para a resposta docorpo a doenças. Segundo Hagen, a pesquisa acelerará o desenvolvimento denovas ferramentas para identificar doenças que atingem todo ocorpo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.