Pesquisas brasileiras são destaque internacional

Três projetos de pesquisa brasileiros foram selecionados por um rigoroso comitê científico internacional, num total de apenas 20 trabalhos, de todo o mundo, sobre Universal Networking Language (UNL). Os resultados das pesquisas serão discutidos numa conferência mundial, prevista para os próximos dias 25 a 29, em Goa, na Índia. O comitê organizador do evento é presidido por Umberto Eco (autor de ?O Nome da Rosa?) e deve avaliar formas eficazes de combate à exclusão digital, através de programas relacionados à UNL, oficialmente adotada e patenteada pelas Nações Unidas. A UNL é uma espécie de tradutor virtual de documentos, que, ao traduzir automaticamente um texto, pretende preservar as especificidades de cada idioma e a diversidade cultural dos países onde são falados. Embora já exista um sistema básico, as aplicações da UNL em cada idioma/cultura precisam ser aperfeiçoadas e um dos objetivos da conferência é eleger as melhores alternativas. ?Estamos muito satisfeitos por inserir o nome do Brasil em um fórum tão consistente, em uma posição de destaque?, comenta Hugo Hoeschl, do grupo de Inteligência Artificial da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), ao qual pertencem os três trabalhos selecionados. ?A ênfase em um evento com uma organização científica tão forte ? com um comitê de 39 renomados cientistas da Índia, Rússia, França, China, Espanha, Estados Unidos, Japão e Itália ? explica-se pela importância estratégica que a Organização das Nações Unidas (ONU) atribui ao assunto, tendo criado uma fundação específica para o tema, com sede em Genebra?. O grupo da UFSC já desenvolveu diversos programas e sistemas para informatização do Judiciário, através do Instituto Jurídico de Inteligência e Sistemas (Ijuris), e com eles obteve alguns prêmios internacionais. Fazem parte da equipe, além de Hoeschl, os pesquisadores André Bortolon, Ricardo Miranda Garcia, Adriana Gomes Alves, Gabriela Tissiani e Joel Ossamu Mitsui.

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