Pesquisas provam que soja transgênica não faz mal, diz juíza

A juíza Selene Maria de Almeida, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, com sede em Brasília, argumentou, ao liberar o plantio e a comercialização da soja transgênica roundup ready, desenvolvida pela Monsanto, que pesquisas científicas de órgãos internacionais atestam a qualidade dessa soja para o consumo humano e animal e para o meio ambiente.Ao dar à Monsanto e à Monsoy efeito suspensivo da decisão do juiz Antônio Prudente, da 6ª Vara da Justiça Federal no Distrito Federal, que proibiu o estudo, o plantio e a venda da soja geneticamente modificada, Selene de Almeida levou também em consideração o argumento das duas multinacionais de que a demora no julgamento poderia trazer prejuízos ao agronegócio. As empresas alegavam que o setor e a cadeia alimentar, que representam 20% do PIB e empregam 30 milhões de pessoas, encontram-se paralisados por não saber se poderão ou não utilizar a tecnologia.As duas empresas também se queixaram de que os centros de pesquisa têm sido invadidos por representantes das ONGS Greenpeace e ASPTA, além do MST. A juíza considerou ilegítimo o uso de atos de vandalismo para impedir a pesquisa da soja transgênica, observando que a proibição do plantio e da comercialização do produto, sem razão jurídica ou científica, faz com que, pela sexta safra consecutiva, o consumidor adquira soja transgênica sem sabê-lo, porque não há rotulagem do produto.Apesar da medida emergencial concedida pela juíza Selene, o mérito da questão ainda terá de ser julgado pela Quinta Turma do TRF, que ainda não tem prazo definido.

Agencia Estado,

12 de agosto de 2003 | 17h12

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