Petrobras define ações ambientais que terão R$ 40 milhões

São Paulo foi o Estado com maior número de projetos contemplados na primeira seleção pública para área de meio ambiente da Petrobras. Anunciados nesta quarta-feira, os 30 selecionados, vindos de todas as regiões do País, vão dividir R$ 40 milhões.Os recursos serão usados, durante um período de dois anos, em ações de recuperação e preservação dos recursos hídricos e das matas no entorno dos rios.Dos 1.681 inscritos no Programa Petrobras Ambiental, 355 atenderam às exigências do edital, ou seja, realizar atividades na área de educação ambiental e ter um planejamento de auto-sustentabilidade, uma garantia de que o projeto terá condições de prosseguir quando o patrocínio concedido pela estatal chegar ao fim.Os selecionados foram divididos em três áreas, considerando o valor do recurso solicitado: pequeno (até R$ 500 mil), médio (entre R$ 500 mil e R$ 1,5 milhão) e grande porte (entre R$ 1,5 milhão e R$ 3 milhões).Diretor-financeiro da estatal, José Sérgio Gabrielli destacou que a iniciativa é resultado da decisão de incluir a responsabilidade ambiental entre as maiores preocupações da empresa, ao lado do crescimento da lucratividade e da responsabilidade social. E busca minimizar o impacto causado ao meio ambiente pela indústria do petróleo."Produzir petróleo, gás natural, óleo diesel, transportar gás, tudo isso é um negócio inerententemente arriscado para a natureza", admitiu, acrescentando que, nos últimos seis anos, a instituição investiu R$ 6,2 bilhões em gestão ambiental.Os coordenadores do projeto Água Quente, da organização não-governamental Teia Casa de Criação, receberão R$ 570 mil para recuperar as nascentes, os corpos d´água e a cobertura ciliar da bacia do Córrego da Água Quente, em São Carlos, no interior paulista."Com a expansão urbana, ocorreu o assoreamento do córrego e a ocupação irregular de suas margens. Além disso, há o problema do lançamento de esgoto in natura", disse Renata Peres.Outros quatro projetos de São Paulo foram selecionados: Mogi-Guaçu (em parceria com Minas Gerais), Educando sobre as águas, As águas vão rolar e Iguatu (em conjunto com o Paraná).Um dos projetos escolhidos da região Centro-Oeste vai ser desenvolvido pela Associação Xavante Warã com as comunidades indígenas e habitantes dos assentamentos rurais situados nas proximidades da Bacia do Rio das Mortes, onde, segundo o coordenador do projeto, Hiparidi Dzutis Wa, o plantio da soja trouxe prejuízos ao meio ambiente.

Agencia Estado,

30 de junho de 2004 | 23h23

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