Petrobras e prefeituras assinam convênio por gás natural

O governo quer ampliar o uso do gás natural veicular (GNV) em ônibus de transporte público nos centros urbanos. Para incentivar a utilização desse combustível, a Petrobras fará contratos de 10 anos com prefeituras, nos quais ficará estabelecido que o preço de 1 metro cúbico do gás não será maior que 55% do valor de 1 litro do óleo diesel. A estatal e o Ministério das Cidades assinaram nesta terça convênio de cooperação para o desenvolvimento de projetos de utilização do gás natural.A proposta foi apresentada a prefeitos que participam da VIII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. "O gás natural é mais barato e mais limpo que o diesel", disse o diretor de Gás e Energia da Petrobras, Ildo Sauer, ressaltando que os veículos que utilizam GNV poluem menos o ambiente do que aqueles que utilizam diesel. "A utilização do gás natural melhora a qualidade do ar, da saúde da população e diminui os custos", disse a ministra de Minas de Energia, Dilma Rousseff, que também participou da cerimônia de assinatura do convênio, juntamente com o ministro das Cidades, Olívio Dutra.O diretor da Petrobras disse que até o fim de 2006 todas as cidades situadas ao longo da costa brasileira terão suprimento de gás natural, com a conclusão de gasodutos, como o Gasene, no Nordeste. As cidades que estejam no raio de 200 quilômetros dos gasodutos também poderão ser beneficiadas, com suprimento feito por caminhão, utilizando sistema a gás comprimido. A estimativa é de que 33% da frota de ônibus de transporte urbano esteja nessas regiões, que poderão ser atendidas até o fim do ano que vem. Estima-se ainda que circulam hoje nas cidades brasileiras cerca de 115 mil ônibus, transportando aproximadamente 55 milhões de passageiros por dia.A utilização do gás dependerá do interesse das prefeituras em desenvolver programas nesse sentido. Sauer relatou, sem fornecer maiores detalhes, que o prefeito de São Paulo, José Serra, manifestou interesse em utilizar o GNV como combustível em oito mil ônibus que fazem o transporte público na capital paulista. Já existem experiências em Porto Alegre e no Rio de Janeiro.Segundo Sauer, a diferença entre o preço do diesel e do gás servirá para abater os custos com a conversão ou com a compra de novos ônibus. O gás natural pode ser utilizado em veículos construídos especificamente para esse uso, naqueles que tiverem o motor convertido de diesel para GNV e em veículos que funcionam com os dois combustíveis simultaneamente. Sauer garantiu que não vai haver restrição de gás como houve com o programa de usinas térmicas para geração de energia elétrica.

Agencia Estado,

08 de março de 2005 | 21h09

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