Petrobras oferece ajuda para salvar parque ecológico

A Petrobras divulgou que poderá investir entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões na recuperação do Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim, uma das principais áreas verdes de Campinas e que abriga projeto paisagístico de Burle Marx. O local está abandonado há mais de dois anos, desde que foi encerrado o convênio de co-gestão entre a prefeitura e o governo estadual, dono da área. Também manifestaram interesse em patrocinar a recuperação do parque as empresas Shell do Brasil e Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), segundo o coordenador de Gabinete da prefeitura, Marcos Martins. O diretor de Comunicação da Petrobras, Wilson Santarosa, adiantou, porém, que o patrocínio da empresa deverá estar condicionado a um projeto de continuidade de manutenção e preservação do parque. Decisões políticas adiaram a retomada do convênio entre a prefeitura e o Estado por dois anos e meio, tempo suficiente para que o local fosse depredado, tivesse instalações destruídas e toda a fiação elétrica furtada. O projeto de Burle Marx está ameaçado por falta de manutenção. O parque, que já atraiu 10 mil visitantes por final de semana, hoje não tem freqüentadores. A recuperação está estimada em R$ 4,9 milhões e a manutenção, em R$ 100 mil mensais, exceto o projeto de segurança, conforme Martins. Santarosa explicou que a Petrobras encaminhou algumas sugestões à prefeitura para um melhor aproveitamento da área, com 285 hectares, dos quais 110 abertos ao público.

Agencia Estado,

01 de agosto de 2003 | 18h43

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