PF investiga fraudes com madeira em outros 3 Estados

O diretor da Polícia Federal, Paulo Lacerda, informou que o esquema de fraude semelhante ao que foi detectado no Mato Grosso para "esquentar" madeira extraída ilegalmente da floresta amazônica está sendo investigado nos Estados de Rondônia, Pará e Amazonas."Resta saber se é um braço da quadrilha do Mato Grosso ou se apenas o esquema é o mesmo", disse. Lacerda afirmou também que outras quadrilhas atuam nestas regiões, com mecanismos distintos de ação.Tal afirmação foi feita ao justificar o fato de que o nome do diretor de Florestas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), Antonio Carlos Hummel não ter aparecido durante a investigação da Polícia Federal."Nós preferimos centrar nossas investigações na quadrilha especializada na falsificação de ATPFs (Autorizações de Transporte de Produtos da Floresta)", disse. Hummel e os outros 39 nomes incluídos pelo Ministério Público, estariam ligados a outro tipo de fraude.OperaçãoAs investigações da Operação Curupira começaram em setembro. Além da Polícia Federal, Ministério Público e integrantes do Ministério do Meio Ambiente participaram das investigações, que levaram à descoberta de um sistema de fraude para "esquentar" madeira extraída ilegalmente da Amazônia.O esquema, que contava com participação de funcionários do Ibama, despachantes, empresários, tinha como ponto de partida a falsificação das ATPFs, um documento fornecido a quem tem direito de extrair madeira.Integrantes do esquema criavam empresas fantasmas para conseguir maior número de ATPFs e corrompiam funcionários para conseguir irregularmente o documento.Um dia antes de a operação ser deflagrada, o Ministério Público acrescentou mais 40 mandados de prisão e outros 72 de busca e apreensão. Entre eles, o do diretor de florestas do Ibama, Antonio Hummel.Dos 124 pedidos de prisão expedidos pela Justiça, 7 ainda não foram cumpridos.   estatísticas sobre florestas

Agencia Estado,

09 de junho de 2005 | 13h50

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