Pio XII ordenou que judeus fossem salvos, diz Vaticano

Declaração se baseia no estudo histórico de Mary Marchionne publicado pela editora do pontificado

Efe

07 de outubro de 2008 | 18h24

O papa Pio XII ordenou às instituições religiosas católicas a protegerem judeus e refugiados durante a ocupação nazista da Itália, afirma o Secretário de Estado do Vaticano, Tarcisio Bertone, em artigo publicado nesta terça-feira, 7, no jornal L'Osservatore Romano. Bertone se baseia no estudo histórico de Mary Margaret Marchionne publicado nos últimos dias pela editora do Vaticano. A declaração de Bertone foi dada após as críticas contra a beatificação de Pio XII feitas na segunda-feira, 6, pelo rabino de Haifa, Israel, Shear-Yashuv Cohen, convidado especial no Sínodo de Bispos realizado nos últimos dias no Vaticano. O rabino chefe de Haifa se mostrou contrário à beatificação do papa Pio XII, pois afirmou que ele não levantou a voz contra o regime de Hitler. "Achamos que não deveria ser beatificado ou tomado como modelo alguém que não levantou a voz, mas que tentou nos ajudar de forma secreta", declarou o rabino após participar hoje no Sínodo de bispos no Vaticano. No entanto, Bertone cita uma circular da Secretaria de Estado, com data 25 de outubro de 1943, com as iniciais de Pio XII, nas quais dava ordens às instituições religiosas e todas da Igreja Católica para salvar o maior número possível de judeus. O Secretário de Estado do Vaticano lembrou que "muitas vezes durante a Segunda Guerra Mundial o Governo fascista se encarregou de cortar a eletricidade para que a rádio do Vaticano não pudesse transmitir" e a voz do papa não pudesse ser escutada.

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