Pirapora sofre com espuma de poluição do Tietê

O prefeito de Pirapora do Bom Jesus (a 54 quilômetros de São Paulo), Raul Bueno (PSDB), reuniu-se ontem com técnicos da Sabesp e da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) para tentar achar uma solução para a espuma que toma conta do Rio Tietê no município. O problema é mais intenso durante a noite e se estende até as 7 horas. A espuma envolve as duas pontes da cidade, obstruindo a passagem de veículos. Invade os quintais. O gramado e as palmeiras da Praça do Encontro também ficam cobertos. O fenômeno é provocado pela grande concentração de detergente. Mesmo sendo biodegradável, o produto não se dilui em cursos d´água que não têm oxigênio. "Quero que o problema da espuma seja resolvido o mais rápido possível ou terei de encontrar outro caminho para pressionar, inclusive recorrendo à Justiça", ameaçou Bueno. Os técnicos prometeram encontrar uma solução paliativa em conjunto e divulgarão os resultados hoje. Ontem, eles passaram o dia fazendo cálculos para que os aspersores, controlados pela Sabesp, funcionem até 16 horas por dia, em conjunto com a abertura das comportas de Pirapora, controlada pela Emae. Na terça-feira, a Sabesp concluiu os trabalhos de desassoreamento e ampliação do reservatório que recebe água do córrego. A obra foi necessária para permitir maior armazenamento de água, que deverá ser utilizada por mais tempo pelos aspersores.

Agencia Estado,

03 de julho de 2003 | 09h31

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