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Pistas no Oceano Índico ajudam a prever El Niño, diz estudo

Pesquisadores dizem que novos modelos de previsão do tempo podem antecipar 14 meses ações do El Niño

Reuters,

22 Fevereiro 2010 | 10h51

Pesquisar os padrões climáticos do Oceano Índico pode melhorar os sistemas de alerta para o El Niño, ajudando a salvar vidas e bilhões de dólares perdidos todos os anos devido ao mau tempo causado pelo fenômeno.

 

Em um estudo publicado no jornal Nature Geoscience, pesquisadores do Japão e da França disseram que seus novos modelos de previsão do tempo podem antecipar o El Niño 14 meses antes de ele entrar em ação, muitos meses antes dos atuais métodos.

 

"É importante porque ajuda a melhorar as previsões do El Niño. Isso pode salvar muito dinheiro na agricultura," afirmou por telefone o pesquisador-chefe, Takeshi Izumo, do Instituto de Pesquisa para o Clima Global em Yokohama, no Japão.

 

O fenômeno El Niño é um padrão climático que ocorre periodicamente sobre o Oceano Pacífico e é conhecido pela destruição que causa, como enchentes, secas e outras formas de clima extremo.

 

Países em desenvolvimento muito dependentes da agricultura e da pesca são os mais afetados, embora o El Niño de 1997-1998 tenha custado US$ 25 bilhões aos Estados Unidos, de acordo com a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional.

 

Izumo e seus colegas descobriram que o dipolo do Oceano Índico (IOD, na sigla em inglês), o equivalente ao El Niño nas águas situadas ao sul da Ásia, tem um papel na causa do fenômeno do Pacífico.

 

"O IOD influencia grandemente a causa do El Niño (no ano seguinte). Nesse estudo, fizemos um modelo simples de previsão, incluímos o índice do IOD e temos uma previsão muito boa do El Niño para o ano seguinte," afirmou Izumo.

 

A previsão precisa e precoce do El Niño pode ajudar a abrandar a destruição causada pelo fenômeno. "Devido às grandes consequências do El Niño no clima e ecossistemas globais, e suas fortes consequências socioeconômicas e ecológicas, a previsão do El Niño é importante para a prevenção de desastres e gerenciamento de consequências, e ajuda a reduzir as perdas relacionadas ao El Niño," concluiu Izumo.

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