Planetary Society anuncia lançamento de três velas solares

A nave aceleraria muito devagar, mas acumularia uma enorme velocidade ao longo do tempo

Associated Press,

10 Novembro 2009 | 15h29

Quatro anos depois de sua primeira vela solar acabar no fundo do oceano em vez de em órbita, a Planetary Society anunciou, na segunda-feira, 9, que até o fim de 2010 tentará lançar novamente uma nave espacial movida pela suave pressão da luz do Sol.

 

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A LightSail-1 deve ser a primeira de um trio de naves a utilizar essa tecnologia, em um projeto impulsionado por uma doação anônima de US$ 1 milhão, de acordo com a organização de promoção  da exploração do espaço, que teve entre seus fundadores o astrônomo Carl Sagan. 

 

Teoricamente, velas solares devem ser capazes de atingir voos interestelares de longa duração.

Uma vela solar seria propelida pela pressão da luz - as partículas luminosas empurrando a superfície - e não pelo fluxo de gás conhecido como o vento solar.

 

A nave aceleraria muito devagar, mas acumularia uma enorme velocidade ao longo do tempo. "É uma aceleração baixa mas contínua, enquanto que um foguete tem uma aceleração enorme mas curta", explica Louis D. Friedman, diretor-executivo da sociedade. "No fim, teríamos essas missões com duração de muitos anos, atingindo velocidades próximas de 150 mil km/h, saindo do Sistema Solar em cinco, e não 25, anos".

 

A primeira vela solar da sociedade, a Cosmos 1, nunca atingiu órbita. Lançada em 2005 a bordo de um míssil convertido, a partir de um submarino russo. O lançamento falhou e o míssil com sua carga foram parar no fundo do oceano.

 

O novo projeto é baseado em uma tecnologia de microssatélites chamada CUbeSat, desenvolvida para ajudar estudantes a enviar projetos ao espaço.

 

LightSail-1 será construída em torno de três módulos CubeSat.

 

A nave será lançada com suas quatro velas triangulares de milar empacotadas. Uma vez desfraldadas, terão uma área de mais de 30 metros quadrados, formando uma enorme pipa em forma de losango. Ela orbitará a uma altitude de 1.000 km por poucos dias, o suficiente para cientistas determinarem se ela pode ser controlada e qual aceleração que acumula.

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