Planetas de gás

Imagine só: os planetas gigantes gasosos - Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, se é que você já ouviu falar deles - são chamados assim porque são feitos mesmo de gás. Literalmente.   Se um dia você já se imaginou caminhando pela superfície do belo Saturno, admirando seus anéis, por exemplo, pode esquecer. Não há superfície sólida sobre a qual pisar. Nenhuma sonda jamais pousou no solo desses planetas, porque eles não têm solo. Seria como pousar um avião nas nuvens.   Nossos vizinhos gigantes parecem esferas sólidas vistos de longe, mas é apenas uma ilusão de ótica. Na verdade, eles são mesmo feitos de gás - principalmente hidrogênio e hélio. Saturno, apesar de ser nove vezes maior do que a Terra, é mais leve do que a água. Se você o colocasse numa banheira gigante, ele flutuaria! E seus fantásticos anéis, que parecem inacreditavelmente sólidos e perfeitos vistos à distância, como se fossem pistas de patinação, são na verdade feitos de incontáveis fragmentos de gelo e rocha, com tamanhos que variam desde grãos de poeira até icebergs e pedregulhos do tamanho de uma casa, mas que são mantidos em alinhamento perfeito por forças gravitacionais exercidas pelo planeta e suas luas.   O que parece ser a superfície desses planetas é na verdade uma espessa atmosfera. Vejamos Júpiter, por exemplo, o maior planeta do sistema solar, com 11 vezes o diâmetro da Terra. Sua atmosfera tem mil quilômetros de espessura, composta de amônia, enxofre e cristais de água. Aquelas "camadas" todas que vemos são faixas formadas pela movimentação de gases em diferentes densidades, temperaturas e velocidades nessa atmosfera. E a famosa "grande mancha vermelha", ou Great Red Spot, é um gigantesco furacão, três vezes maior do que a Terra, que está tumultuando a atmosfera do planeta há mais de 300 anos (desde que os telescópios foram inventados e conseguimos olhara para ele, pelo menos).   Abaixo da atmosfera, o aumento da pressão faz com que os gases hélio e hidrogênio entrem em estado líquido. E abaixo disso, o aumento da pressão e da temperatura faz com que o hidrogênio se transforme em uma espécie de líquido metálico. E lá no fundo, bem no fundo mesmo, é bem provável que haja um pequeno núcleo sólido rochoso, superaquecido a 30.000 graus Celsius.   Se você tentasse ficar em pé na "superfície" de Júpiter, portanto, você cairia por entre nuvens, depois mergulharia em uma espécie de oceano de hidrogênio líquido, depois escorreria por dentro de uma camada super-espessa de hidrogênio metálico, até bater no núcleo incandescente e ser completamente pulverizado. Não é exatamente um bom lugar para fazer turismo espacial.   Saturno tem uma estrutura bem parecida com a de Júpiter. Urano e Netuno também, só que com uma composição química um pouco diferente, com mais amônia e metano nas camadas interiores. Todos eles têm anéis, apesar de apenas os de Saturno serem mais densos e visíveis.   Outra curiosidade é que Urano está "deitado". Seus pólos magnéticos estão "nas laterais" e ele gira no sentido sul-norte, em vez de oeste-leste, como ocorre na Terra. Pense nisso a próxima vez que olhar para o espaço.......Aqui vão alguns links para aprender mais sobre os planetas e o sistema solar (em português e inglês): http://www.if.ufrgs.br/ast/solar/portug/homepage.htmhttp://www.if.ufrj.br/teaching/astron/nineplanets.htmlhttp://www.solarviews.com/eng/homepage.htmhttp://science.nationalgeographic.com/science/space/solar-systemhttp://solarsystem.nasa.gov/planets/index.cfm

31 de outubro de 2008 | 14h39

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