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Planta aquática invade praias da zona sul do Rio

Em dois dias, garis retiraram das areias das praias da orla 545,7 toneladas de gigogas - plantas aquáticas que se proliferam nas lagoas em contato com esgoto in natura e matéria orgânica. As gigogas desprenderam-se da Lagoa de Marapendi, na Barra da Tijuca, e foram levadas pela corrente marítima para as praias da Barra, na zona oeste e São Conrado, Leblon, Ipanema e Arpoador, na zona sul do Rio.A Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb) havia construído duas barreiras na Lagoa de Marapendi para evitar que a gigoga se espalhasse. Mas a força da maré e o peso das plantas forçaram as redes, que se romperam. Uma delas, a que fica mais próxima do mar, foi destruída também por pescadores, segundo informou a issessoria de imprensa, porque as gigogas estavam obstruindo a passagem de peixes. A Superintendência Estadual de Rios e Lagoas considerou as barreiras rudimentares.Segundo o professor do Departamento de Oceanografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, David Zee, as gigogas são resultado da falta de saneamento básico na zona oeste. "Somente 15% dos moradores, aqueles que vivem em condomínio, têm o esgoto tratado. Esgoto é adubo. Com o sol e esse adubo, as gigogas se reproduzem com muita rapidez. E essas plantas vão para o mar com suas raízes contaminadas de microorganismos nocivos à saúde", afirmou.Zee alertou ainda para o risco de as gigogas ajudarem na proliferação de mosquitos - as plantas formam "tufos" no meio das lagoas, que retêm água da chuva e se transformam em criadouros. "No início do século 20, Oswaldo Cruz já defendia a dragagem das lagoas, para a água do mar entrar. Salinizando a água, as gigogas não crescem, os mosquitos não proliferam. Tudo é uma questão de ter saneamento básico".

Agencia Estado,

25 de março de 2004 | 14h26

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