PNUMA lança Atlas sobre manguezais

Estudo afirma que um quinto dos manguezais do planeta desapareceu desde 1980

13 Julho 2010 | 16h19

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) revelou que os manguezais continuam desaparecendo quatro vezes mais rápido que as florestas terrestres. O organismo divulgou nesta terça-feira um Atlas detalhado sobre estes ecossistemas formados por árvores que ocupam desembocaduras de água doce e zonas costeiras, e que se encontram em 123 países nas regiões tropicais e subtropicais, entre eles o México e o Brasil.

 

O Atlas destaca que uma quinta parte da totalidade dos manguezais se perdeu desde 1980 e adverte que se a destruição continuar nesse ritmo terá como consequência uma deterioração econômica e ecológica de grandes proporções. A destruição dos manguezais se deve principalmente à pesca de camarões e ao desenvolvimento costeiro, explicou o PNUMA.

 

O documento da ONU salientou que os lucros provenientes da exploração destas ecossistemas são estimados entre US$ 2 mil e US$ 9 mil por hectare ao ano - mais que outras atividades, como agricultura e o turismo.

 

O novo atlas também revela tendências positivas. Os esforços de reflorestamento agora cobrem aproximadamente 400 mil hectares, pois os países mais prudentes vem conseguindo fazer a conexão entre essas florestas costeiras e serviços importantes economicamente - da piscicultura ao estoque de carbono para combater as mudanças climáticas.

 

Os manguezais são defesas costeiras naturais que ajudam a prevenir a erosão e a mitigar as ameaças dos ciclones e tsunamis.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.