Polícia Federal pode interditar lavoura de soja transgênica

A Polícia Federal poderá interditar diversas lavouras de soja transgênica na região do Planalto do Rio Grande do Sul, nos próximos dias. A pedido do Ministério Público Federal, o delegado Mário Vieira, de Passo Fundo, está investigando as plantações de oito agricultores, citados em quatro inquéritos, e anuncia que partirá para a apreensão do produto se os novos testes que fizer confirmarem o descarte de organismo geneticamente modificado na natureza.O procurador da República em Passo Fundo, Juarez Mercante, diz que a materialidade do crime, prevista na Lei 8.974, de 1995, já existe. São laudos positivos para amostras colhidas pela fiscalização da Secretaria da Agricultura durante o ano passado. Mercante preferiu obter informações complementares, como novos testes, depoimentos e qualificação dos envolvidos, que pediu à Polícia Federal, antes de oferecer a denúncia à Justiça.Os inquéritos citam grandes produtores rurais de Passo Fundo, Soledade, Tapera e Lagoa dos Três Cantos entre os plantadores de soja transgênica. Mesmo que tenham a produção apreendida, eles poderão contestar as acusações durante a ação penal. Há dezenas de casos de plantio de soja levados à Justiça e já liquidados no Rio Grande do Sul.?Isso tem se repetido cotidianamente e só não ocorre mais porque há pouca fiscalização?, comenta Mercante. Na maioria dos processos, os produtores aceitaram entregar o produto mediante a extinção da ação penal sem a divulgação de seus nomes.Em outubro de 2001, foram incineradas 25 toneladas de soja entregues por cinco agricultores da região central. Em fevereiro de 2002 a Polícia Federal queimou outras 21 toneladas de dois produtores de Júlio de Castilhos e Tupanciretã.

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