Pólo Norte da Lua tem sol constante no verão

Um mapa sobre a quantidade de luz que chega ao pólo Norte lunar, feito por cientistas norte-americanos e publicado na edição desta quinta-feira da revista Nature, revela que há insolação constante durante o verão em regiões próximas à cratera Pear, a terceira maior do pólo lunar.A descoberta é importante para os planos de se construir bases humanas na Lua. O fato de a iluminação ser constante no pólo Norte do satélite, segundo os cientistas, tem uma interferência direta na temperatura da região.Os cálculos feitos mostram que as temperaturas variam de -50ºC até 10ºC. Isso é bem diferente do que ocorre na região equatorial da Lua, por exemplo, onde a variação vai de -180ºC a 100ºC.Os pesquisadores acreditam que a iluminação constante também deva ocorrer durante o inverno. A cratera tem Pear 73 quilômetros de diâmetro e está ao lado da Hermite (104 km) e da Rozhdestvensky (177 km).O estudo é assinado por Ben Bussey, do Laboratório de Física Aplicada da Universidade John Hopkins (EUA), e mais quatro colaboradores.Bussey afirma que veículos podem ser enviados para explorar outras crateras que estão permanentemente na sombra e, aparentemente, contêm água congelada. O gelo pode ser processado para gerar água e oxigênio.Os dados para a montagem do mapa foram obtidos a partir da espaçonave Clementine, que orbitou a Lua durante 71 dias em 1994. Foram analisadas 53 imagens feitas pelo equipamento, durante o verão, com uma resolução espacial de 500 metros por pixel.A drástica variação de temperaturas na Lua se deve à sua atmosfera de baixa densidade. Com a rotação do satélite, num eixo praticamente vertical, uma parte exposta ao Sol pode atingir 100ºC para, em seguida, mergulhar na escuridão a -180ºC. Uma rotação da Lua leva 29 dias.acesse:  Constant illumination at the lunar north pole, de Ben Bussey e colaboradores.Nota do Editor: Este texto foi alterado em 14/04/05 para inclusão de mais detalhes

Agencia Estado,

14 de abril de 2005 | 10h33

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