Polo petroquímico lança campanha contra balões

A proximidade do inverno e das festas juninas traz todos os anos o risco de incêndios provocados por balões. Grande estragos podem ocorrer, principalmente, a florestas e indústrias que lidam com material inflamável. Com o objetivo de prevenir esse tipo de acidente, o Pólo Petroquímico do Grande ABC, localizado entre os municípios de Santo André e Mauá, lança, no próximo dia 10 de maio, uma campanha de conscientização para a população não fabricar ou soltar balões. A campanha, que acontece pela quarta vez nesta época do ano, trará o tema ?Soltar balão é crime? e será aberta com uma simulação de queda de balão e combate a incêndio no Centro de Treinamento da Refinaria de Capuava/Petrobrás, com a presença do Corpo de Bombeiros do Grande ABC e de técnicos de segurança industrial, que compõem as Brigadas de Emergência das dez empresas do Pólo.?O mais importante da campanha é preservar as instalações das indústrias e a vida das pessoas. Nossas empresas têm todo aparato de segurança para evitar incidentes, mas o balão é um evento que não podemos controlar e, se cair, pode causar desdobramentos sérios?, diz Arnaldo Joaquim Ferreira Jr., coordenador do Grupo de Sinergia do Pólo Petroquímico e gerente da Unidade Industrial de Mauá da Oxiteno. Oslaim Brito/AESoltar balão é crime ambiental desde 1998As principais ações da campanha são educativas e visam atender as crianças de 7 a 14 anos, estudantes de 21 escolas estaduais e municipais da região, que assistirão teatro de fantoches sobre o tema e receberão cartilhas sobre os riscos de soltar balões. No ano passado, segundo os organizadores, a campanha reduziu em 80% o número de balões caídos nas empresas do Pólo (de 113 balões em 2001 para 22 em 2002). Soltar balões é crime ambiental desde fevereiro de 1998. Segundo o Corpo de Bombeiros do Grande ABC, em 2002 aconteceram 18 ocorrências de incêndios provocados por balões na região.

Agencia Estado,

06 de maio de 2003 | 16h30

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