Poloneses nos EUA recriam tradicional peregrinação européia

Após caminhada de quatro dias e 92 km, pregrinos chegarão à uma imagem da Virgem de Czestochowa

06 de agosto de 2008 | 19h07

Enquanto milhares de católicos poloneses embarcam na peregrinação anual ao altar do santo patrono de sua nação, imigrantes poloneses nos Estados Unidos realizaram sua própria versão da tradição.  Em vez de atravessar a pé dezenas de quilômetros - como muitos de seus parentes farão nas próximas semanas - imigrantes poloneses vão imitar a peregrinação andando de New Jersey até a Pensilvânia.  Após uma caminhada de quatro dias, começando na quinta-feira, 7, eles chegarão no domingo, 10, ao Altar Nacional da Nossa Senhora de Czestochowa - também chamado de "Czestochowa Americana" - em Doylestown, Pensilvânia.  A versão americana da peregrinação cresceu muito desde seu início em 1988, chegando a ter dois mil peregrinos no ano passado. A maior parte deles anda os 92 quilômetros completos, e grupos menores fazem rotas mais curtas por outras cidades.  Apesar da grande operação logística que envolve as áreas de acampamento comunal, cozinhas, caminhões com banheiros químicos e vans com bagagens, os peregrinos são monitorados constantemente ao caminharem em estradas rurais. A tradição polonesa diz que o retrato da Virgem de Czestochowa foi pintado por São Lucas no tampo de uma mesa de madeira onde a Virgem comeu uma vez. Ela está no monastério de Gora, em Czestochowa, desde 1384. Também chamada de "A Madona Negra". Jolanta Derkacz, de 25 anos, faz a peregrinação com sua família desde que tinha nove anos. Ela diz que é uma chance para sair de sua vida agitada e andar 27 quilômetros por dia - pensando, rezando e fortalecendo laços com a comunidade - fortalecendo sua fé.  "É maravilhoso. Você consegue se ver como uma pessoa muito mais forte e como consegue se adaptar ao seu entorno", disse.  Ela também acrescentou que, embora os peregrinos às vezes recebam insultos e estranhamento, outras pessoas tiram fotos batem palmas enquanto eles passam. Historiadores têm opiniões divergentes quanto a porque o símbolo é chamado de "A Madona Negra", em um país predominantemente caucasiano.  Uma explicação vem de uma teoria de que artistas descreveram Maria como a mulher mais bonita que se pudesse imaginar - o que seria uma mulher com uma pele mais escura, na época. Seu tom de pele mais escuro também é atribuído ao envelhecimento da pintura, ou a resíduos de velas.  Mas a cor da Virgem tomou um significado racial para outros grupos - muitos dos quais se juntam aos poloneses na peregrinação, como os grupos de haitianos do Brooklyn.

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