Polônia abre museu para fósseis de antecessor de T-Rex

Desde descoberta dos ossos na semana passada, pequeno vilarejo tem recebido grande número de cientistas

Reuters

07 de agosto de 2008 | 14h41

A Polônia vai inaugurar um museus nesta quinta-feira, 7, para exibir o fóssil de um dinossauro desconhecido até então, que atraiu cientistas de todo o mundo para a pequena vila de Lisowice. Foto: Reuters Desde o anúncio oficial da descoberta na semana passada, paleontólogos de todo o mundo estão indo à pequena rua onde cientistas da Academia de Ciência Polonesa encontraram o esqueleto incompleto de um dinossauro predador que viveu há cerca de 200 milhões de anos.  "Esse lugar é único", disse Grzegorz Niedzwiedzki, um dos cientistas que fizeram a descoberta. "Não apenas encontramos um dinossauro aqui, mas também um réptil de tipo mamífero, o dicynodon, e alguns restos de outros dinossauros voadores e plantas. E tudo está a apenas cinco metros de profundidade." O predador pré-histórico, batizado provisoriamente de "Dragão", viveu há aproximadamente 200 milhões de anos, segundo Tomasz Sulej, membro da equipe da Academia de Ciências Polonesa. O animal era bípede e media cinco metros de comprimento. O maior dente do dinossauro tinha sete centímetros. "Este é um tipo completamente novo de dinossauro e que até agora era desconhecido", disse Sulej na sexta-feira. "Ninguém esperava que membros desse grupo vivessem naquela época, então isto nos oferece conhecimentos novos sobre toda a evolução dos Tiranossauros Rex." O fóssil foi encontrado na vila de Lisowice, a aproximadamente 200 quilômetros de Varsóvia. Os paleontólogos continuarão examinando os ossos e documentarão a descoberta antes de decidirem o nome definitivo do dinossauro, cujos restos serão apresentados em Lisowice no dia 7 de agosto, afirmou Sulej. No mesmo local, o grupo também encontrou um dicynodon - um réptil que antecedeu diretamente os mamíferos. "Temos quase certeza que o 'Dragão' caçou animais como este dicynodon, que era herbívoro e parecia um hipopótamo, porém muito maior", analisou Sulej.

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