Polônia defende o direito de usar crucifixos nas escolas

Presidente do país criticou a decisão da Corte Europeia em vetar o uso e exibição do símbolo na Itália

AP,

13 Novembro 2009 | 16h34

A comunidade católica da Polônia se uniu ao Vaticano na crítica à decisão de uma corte europeia de proibir a exibição e uso de crucifixos em escolas na Itália. O presidente polonês Lech Kaczynski disse que seu país nunca concordará em atender uma medida como essa.

 

A decisão da Corte Europeia de Direitos Humanos poderá provocar uma reavaliação do uso de símbolos religiosos em escolas públicas pela Europa, o que já provoca a indignação dos poloneses, que, durante o governo comunista, viveram sobre uma lei que proibia a exposição de símbolos religiosos em prédios públicos.

 

Durante o Dia da Independência do país nesta última quarta-feira, o presidente polonês disse que "ninguém no país vai aceitar uma medida que proíba o uso de crucifixos nas escolas".

 

Lech Walesa, ex-presidente da Polônia e que sempre usou um broche de Santa Maria em sua lapela em público, também defendeu o direito dos cidadãos do País em usar crucifixos. "Nós respeitamos as minorias, mas também protegemos os direitos da maioria", disse Walesa.

 

Cerca de 90% da população da Polônia é católica e a presença de fiéis nas igrejas é uma das maiores dos países do oeste europeu. A identificação dos poloneses com o catolicismo é de longa data, mas foi fortalecida nas últimas décadas por causa do Papa João Paulo II, polonês e que comandou a igreja católica por 27 anos, até morrer em 2005.

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