Porto de Miami impede navio do Greenpeace de atracar

Autoridades portuárias impediram um navio do Greenpeace de atracar em Miami, hoje, alegando problemas de segurança. A organização havia requisitado uma semana de atracação para o Esperanza, um quebra-gelo soviético de 237 pés (71 m), usado com destaque nas campanhas do Greenpeace, para mudança de tripulação, reparos e embarque de suprimentos. Mas o pedido foi negado.Juan Kuryla, um assistente da direção do porto, disse que o navio representa ?preocupações indevidas de segurança?. Numa carta, datada do dia 14 deste mês, o diretor do porto, Charles A. Towsley explicou a recusa relacionando a intenção do barco de permitir visitas numa área restrita do porto e ?uma aparente inabilidade, ou não disposição, de conformar-se às leis e regulamentos de segurança?. Segundo Towley, a presença do navio forçaria o porto a aumentar as exigências de segurança e provocaria retardo para outros navios.Steve Bass, assistente da Procuradoria de Miami-Dade, disse que o Esperanza já foi convidado a deixar o porto de Vancouver, no Canadá, onde esteve ancorado pela última vez, depois que ativistas tentaram abordar ilegalmente outro navio. Ele confirmou que essa ação influiu sobre a decisão de Miami.Para Rose Young, diretora do Greenpeace nos EUA, essa proibição é política e viola os direitos individuais. Segundo ela, a idéia de que o navio representa um risco de segurança é ?risível?.

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