Pouco foi feito depois da Eco-92, diz especialista

A destruição da biodiversidade por causa de ações humanas continua a passos largos, 12 anos depois da adoção da Convenção sobre Diversidade Biológica, na Cúpula da Terra (a Eco-92), no Rio, disse o diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Klaus Toepfer, na abertura da sétima Conferência Mundial sobre Diversidade Biológica, em Kuala Lumpur, capital da Malásia. Cerca de 2 mil ambientalistas, cientistas e representantes governamentais participam até o dia 20 do encontro."Não alcançamos o objetivo da convenção e a perda da biodiversidade continua em grande escala. Temos de nos dedicar mais a essa área", afirmou Toepfer. Ratificada por 187 países durante a Eco-92, a convenção tem por objetivo organizar um desenvolvimento econômico durável que respeite o meio ambiente e a diversidade."Nada foi realmente feito desde a reunião do Rio", disse, por sua vez, o ambientalista canadense David Suzuki. "Eles atuam como se tivéssemos todo o tempo do mundo e não se dão conta de que estamos em crise", continuou, em referência aos países ricos, que dão prioridade à industrialização e ao progresso econômico sem se preocupar com a preservação ambiental. "Se China, Brasil, Índia e Indonésia destruírem seus ecossistemas como os países desenvolvidos já fizeram, como a natureza continuará a fornecer os recursos de que os seres humanos precisam?", perguntou.

Agencia Estado,

09 de fevereiro de 2004 | 19h48

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