Prefeito vai à Justiça tentar impedir religamento de Angra 1

O prefeito de Angra dos Reis, Fernando Jordão (PSB), vai à Justiça na segunda-feira para impedir o religamento da usina nuclear de Angra 1, parada atualmente para manutenção e troca de combustível. Ele afirma que um defeito no gerador de vapor da usina provocou um vazamento acima do normal e quer que a unidade só volte a funcionar após a troca do equipamento, o que deve ocorrer em 2007, na estimativa da Eletronuclear. A empresa reconhece o defeito, que provocou o vazamento, de 81 galões por dia de água contaminada, de um tubo para um compartimento que deveria estar isolado, mas garante que o volume ficou muito abaixo do nível de segurança permitido, de 288 galões diários. "Não quero ser conivente com essa falta de responsabilidade", disse Jordão. O prefeito diz que a operação com o equipamento atual pode expor a risco a população da região, no litoral sul-fluminense. O superintendente de Controle de Operação do complexo nuclear, João Carlos da Cunha Bastos, rebateu. "Essa informação de que há risco é descabida", reagiu. "Em nenhum momento colocamos em risco nossos funcionários ou a comunidade." A usina, que gerava em média 520 MW, foi desligada na última quarta-feira, depois que técnicos da Eletronuclear perceberam o vazamento maior do que o normal.Bastos alegou que a parada não foi um desligamento de emergência da usina por causa do defeito, mas a antecipação da pausa para troca de combustível, prevista inicialmente para setembro, em conseqüência do problema. "Assim, podemos fazer manutenção no equipamento, isolando de novo os dois compartimentos", explicou o executivo. A previsão da Eletronuclear é de que a usina voltaria a operar em 60 dias.

Agencia Estado,

09 de agosto de 2003 | 16h57

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.