Prefeitura apresenta política para resíduos sólidos

A cidade de São Paulo produz 15 mil toneladas de resíduos urbanos por dia, dos quais 12 mil toneladas referem-se ao lixo domiciliar. Dar a destinação correta a todo esse volume é o desafio da Política Municipal de Resíduos Sólidos, cuja minuta foi apresentada hoje pela Prefeitura na Câmara Ambiental da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).O projeto, elaborado sob a coordenação das secretarias de Serviços e Obras e do Meio Ambiente, está em fase de consulta aos diversos setores, para ser finalizado e enviado à Câmara Municipal. Entre seus dispositivos estão a criação de um Conselho e um Fundo Municipais de Resíduos Sólidos, incentivo à coleta seletiva, através de cooperativas de catadores, e à redução dos resíduos, através do controle dos processos de geração. Além disso, a política prevê um gerenciamento eficaz dos resíduos e a recuperação do passivo paisagístico e ambiental.Segundo a secretária do Meio Ambiente, Stella Goldestein, um Plano Diretor de Resíduos Sólidos deverá especificar as ações para implementação das diretrizes da Política Municipal. ?Os grandes impasses a serem vencidos referem-se às poucas experiências na escala do município de São Paulo, uma malha urbana degradada e despreparada para a coleta, como nas favelas, e uma sociedade com muita expectativa no setor público e pouca prática de co-responsabilidade?, disse.A secretária explica que o projeto cria responsabilidade coletiva, mas diferenciada, em relação à disposição final dos resíduos para cada segmento da cadeia produtiva, da indústria ao consumidor final. Disse ainda que as diretrizes estão em sintonia com as decisões do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) sobre resíduos e com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que está tramitando no Congresso Nacional.Coleta seletivaA coleta seletiva em São Paulo deverá começar no início do segundo semestre, com a implantação da primeira central de triagem, na Mooca. Segundo Maria Inês Bertão, assessora especial da Secretaria de Serviços e Obras, a coleta seletiva no município deverá ser realizada por cooperativas de catadores, que ficarão responsáveis pela coleta, triagem, beneficiamento e comercialização.A coleta, no entanto, não será realizada nas residências, mas em pontos de entrega voluntária, que ficarão em locais como parques e praças das regiões atendidas pelos centros de triagem. Para este ano, foram destinados R$ 6.900 mil para a construção e equipamentos para nove centrais na cidade. As primeiras a operar serão Mooca (zona leste), Vila Maria (zona norte), Vila Leopoldina (zona oeste) e Sé (região central).

Agencia Estado,

19 de junho de 2002 | 17h04

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