Prefeitura inglesa paga para exorcizar casa 'assombrada'

Alternativa para o erário seria arcar com diária da família assustada em um lar provisório

Ansa,

12 de fevereiro de 2008 | 17h41

A prefeitura de Easington (Condado de Durham, nordeste da Inglaterra) autorizou a realização da "limpeza" de uma casa popular infestada de fantasmas, às custas dos cofres públicos.   Após superar as primeiras reações de descrença, a moradora Sabrina Fellon, mãe de três filhos, decidiu pedir um exorcismo público, em atitude desesperada, contando às autoridades da cidade a situação em que se encontrava a casa, cedida a sua família.   Tudo começou com barulhos estranhos no telhado, com os quais Sabrina apenas se preocupou e chamou a polícia. Nada foi encontrado e os policiais concluíram, brincando ingenuamente: "Serão fantasmas, senhora".   Mas Sabrina não achou nenhuma graça quando, algum tempo depois, começou a relatar assovios, passos e um vulto semitransparente de uma menina rondando a casa. O clímax aconteceu quando, numa noite, a mulher diz ter sentido uma mão gelada puxando seu ombro. Foi quando decidiu chamar um caça-fantasmas.   A especialista consultada foi Suzanne Hadwin e o diagnóstico dizia que um poltergeist - espírito endiabrado - chamado Peter estaria assombrando a casa dos Fellon. Ainda segundo Hadwin, Peter quereria possuir a filha mais jovem de Sabrina para voltar à vida.   O remédio seria um exorcismo por 120 libras esterlinas (R$ 411), preço alto demais para os modestos rendimentos da família - o marido de Sabrina chegou até mesmo a deixar o emprego de motorista para proteger a esposa e as crianças. Foi então que entraram em contato com a prefeitura, que lhes contou a história do local.   "Disseram-me que naquela casa, há 50 anos, um homem assassinou sua mulher no sótão, com um atiçador de fogo de ferro, e depois se enforcou. Eu não podia acreditar", contou Sabrina ao tablóide britânico Daily Mail.   Diante da situação de "extremo estresse" em que a família se encontrava, a prefeitura de Easington decidiu pagar a metade do exorcismo. A alternativa seria pagar 40 libras para cada noite que a família passasse em uma residência emergencial. Depois do ritual de limpeza de espíritos, os Fellon não relataram mais nenhum tipo de assombração no local.

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