Prefeituras apresentam plano para recuperar lixão

As prefeituras de São Bernardo do Campo e Diadema anunciaram um plano para a recuperação do Lixão do Alvarenga, localizado na divisa dos dois municípios e fechado em junho do ano passado. Maior depósito clandestino de resíduos da Grande São Paulo e localizado em área de proteção de mananciais, o terreno de 750 mil m2 deverá ser transformado em reserva ambiental.Elaborado pela empresa Epal-Efral, especializada em recuperação de áreas degradadas, o projeto está orçado em R$ 13,6 milhões e prevê a construção de um parque público de 280 mil m2, onde também funcionará um espaço para educação ambiental, e o reflorestamento de 470 mil m2. Para que isso aconteça, porém, o primeiro passo é a regularização fundiária do terreno, que é particular e não pode receber investimento público. Mas a primeira fase do projeto - com custo de R$ 2,1 milhões para drenagem dos gases e do chorume, monitoramento das águas subterrâneas e obras para evitar deslizamentos - não deverá esperar a solução jurídica. ?Criamos uma comissão dos dois municípios para fazer o detalhamento técnico dessas ações, que são urgentes e justificam a intervenção do estado. A demais terão que esperar?, disse o secretário de Habitação e Meio Ambiente de São Bernardo, Osmar Mendonça, sem estabelecer prazos.Livre das centenas caminhões com todo o tipo de lixo e entulho que recebia diariamente, e com os catadores e crianças que trabalhavam no local encaminhados para cooperativas e projetos sociais, o lixão ainda representa risco de contaminação para a população da região e para a represa Billings. ?Depois da interdição, estamos monitorando para saber como o maciço reage. Verificamos que os deslizamentos existem e detectamos para onde corre o chorume, mas o risco diminuiu depois que fechamos o acesso e não há um perigo iminente?, garante.O Lixão do Alvarenga começou a ser usado no início da década de 70 e por muito tempo recebeu o lixo doméstico de São Bernardo, Diadema e São Caetano do Sul. A entrada para o lixão por São Bernardo foi interditada em 1987, mas um levantamento realizado no ano passado, pouco antes do fechamento do acesso por Diadema, constatou a presença de 1179 caminhões num período de 31 horas, 700 deles procedentes do município de São Paulo.Segundo Mendonça, a solução fundiária da área deverá ser um Termo de Ajustamento de Conduta, através do Ministério Público, no qual os proprietários deverão doar o terrenos às prefeituras. ?Com isso, poderemos ir atrás de recursos e parcerias para implementar todo o projeto de recuperação?.

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