AP Photo/Elise Amendola)
AP Photo/Elise Amendola)

Prêmio Nobel 'do avesso' celebra pizza italiana e cueca térmica

O Ig Nobel tem como objetivo ressaltar o incomum, honrar a imaginação e incentivar o interesse das pessoas em ciência, medicina e tecnologia

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de setembro de 2019 | 21h44

Um estudo sobre se pizza fabricada e comida na Itália ajuda a prevenir o câncer e um estudo sobre a temperatura do escroto estão entre os vencedores do prêmio IgNobel (uma espécie de anti-Nobel) nos Estados Unidos este ano.

Os cientistas que mediram o volume de saliva de crianças e outros que estudaram o prazer de coçar também foram apresentados na 29ª edição dos prêmios, que comemora o lado incomum e cômico da ciência.

Os prêmios foram entregues nesta  quinta-feira, dia 12, na Universidade de Harvard, em Cambridge, Massachusetts. Seu objetivo é "celebrar o incomum, honrar a imaginação e incentivar o interesse das pessoas em ciência, medicina e tecnologia", disseram os organizadores do evento.

A maior honra na categoria de anatomia foi para Roger Mieusset, Louis Boujan e Bourras Bengoudifa pelo estudo de 2007 que mede a assimetria na temperatura do escroto em carteiros nus e vestidos na França.

Mieusset, especialista em medicina reprodutiva da Universidade de Toulouse, é a inventora de uma cueca térmica que, em algumas condições, funciona como um contraceptivo.

Os vencedores receberam 10 bilhões de dólares em dinheiro do Zimbábue, praticamente sem valor.

Eles tiveram 60 segundos para fazer um discurso. Se eles passassem o tempo, eram interrompidos por uma garota de oito anos que repetia: "Por favor, pare, estou entediada".

Como todos os anos, os prêmios foram entregues por verdadeiros vencedores do Nobel. Quatro deles participaram da cerimônia nesta quinta-feira.

Uma equipe japonesa ganhou o prêmio de química por estimar o volume total de saliva produzido por dia por uma criança típica de cinco anos de idade.

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