Presidente do Ibama defende diretor preso

O presidente do Ibama, Marcus Barros, saiu em defesa do diretor de Florestas do instituto, Antônio Hummel, detido sob acusação de participar de um esquema de extração e venda ilegais de madeira. Em nota publicada nesta sexta-feira no site do Ibama, Barros diz "não ter dúvidas da improcedência da acusação".Hummel entregou-se no final da tarde de quinta-feira à Polícia Federal, em Brasília. Ele estava foragido desde a decretação de sua prisão preventiva, junto com dezenas de acusados de participar do esquema.?Uma acusação deste porte precisa de dados objetivos. Hummel não é um homem rico, é funcionário público há 23 anos, técnico de alto nível e por isso, o convidei pessoalmente para assumir a Diretoria de Florestas?, afirma Barros no texto.A nota afirmar que "Hummel enfrentou madeireiros, combateu a exploração ilegal de mogno, suspendeu planos de manejo irregulares e vem junto com o Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) resolvendo o problema fundiário na Amazônia".O presidente do Ibama garante que vai investigar "a fundo" as suspeitas e que , se nada for comprovado, Hummel reassumirá ao cargo. Ele foi afastado preventivamente pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e pelo próprio Barros, que abriu processo administrativo disciplinar com prazo de 60 dias.A PF prendeu outras 78 pessoas, incluindo o gerente-executivo do Ibama em Mato Grosso, Hugo José Scheuer Werle, e o chefe de fiscalização do órgão no Estado, Marcos Pinto Gomes. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, decretou intervenção federal do Ibama em Mato Grosso.Contra os funcionários do Ibama pesa a acusação de falsificação de autorizações para extração de madeira nos últimos 12 anos, nos Estados de Mato Grosso, Pará, Rondônia, Santa Catarina e Distrito Federal.Os 79 detidos pela chamada Operação Curupira são acusados de participar de uma organização criminosa que, segundo a PF, desmatou 43 mil hectares de floresta nos últimos dois anos. A madeira retirada daria para encher 66 mil caminhões e foi avaliado em R$ 890 milhões de reais.A Justiça Federal expediu 130 mandados de prisão e 180 mandados de busca e apreensão. Além de MT, foram decretadas prisões no Pará, Rondônia, Amazonas, Paraná, Santa Catarina e no Distrito Federal.

Agencia Estado,

03 de junho de 2005 | 14h49

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