Presos criam animais silvestres em São Paulo

Um convênio inédito entre o Ibama e a Penitenciária Orlando Brando Filinto, em Iaras, interior de São Paulo, está permitindo que cerca de 30 presos em regime semi-aberto aprendam a manejar emas e capivaras em uma área contígua ao presídio. O Projeto de Ressocialização pela Manutenção de Animais Silvestres, inaugurado hoje, foi uma iniciativa do diretor do presídio, Roberto Medina, que propôs a experiência ao órgão ambiental. ?Aceitamos o desafio por considerar que ajudaria no processo de humanização do presídio. Além de contar com instalações adequadas - área cercada, com água e pessoas dispostas a cuidar dos animais -, a penitenciária já desenvolve trabalho com piscicultura e criação de coelhos e possui um agente penitenciário agrônomo?, diz Wilson Almeida Lima, gerente-executivo do Ibama em São Paulo.Os animais começaram a ser enviados ao presídio há cerca de um mês. Atualmente, são 14 capivaras (sete filhotes e sete adultos), recolhidos da região urbana de Campinas, e seis emas, excedentes do Zoológico de São Carlos. ?Por enquanto, o escritório regional do Ibama, em Bauru, está dando assessoria técnica e acompanhando o manejo destes animais. No futuro, a idéia é transformar o local em criadouro comercial, voltado para a venda externa e para a alimentação dos presos?, explica Lima.Caso a avaliação seja positiva, novos animais poderão ser encaminhados à penitenciária e outros presídios que tiverem interesse poderão replicar a experiência.

Agencia Estado,

26 de março de 2003 | 10h35

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