Primata ancestral tinha olfato mais desenvolvido que a visão

Característica indica que o primo do mais antigo ancestral dos humanos era animal noturno que comia insetos

AP,

22 de junho de 2009 | 19h28

Um dos primeiros primatas vivia em árvores e confiava mais no olfato que na visão, indica um novo estudo. Um pequeno primo do mais antigo ancestral dos humanos viveu há 54 milhões de anos no que agora é o Estado de Wyoming, nos Estados Unidos, relataram pesquisadores na edição de terça-feira, 23, da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

 

Os cientistas liderados por Mary T. Silcox usaram tomografia computadorizada para estudar o crânio de 3,8 centímetros de um primata conhecido como Ignacius graybullianus.

 

Com os resultados eles puderam fazer um modelo da estrutura cerebral do animal que mostra uma grande estrutura olfativa, mas menos desenvolvimento nas áreas visuais, uma possível indicação de um animal noturno que se alimenta de insetos.

 

Muitos modelos do cérebro de primatas ancestrais se basearam macacos de árvores, parentes distantes do homem. Mas "parece que não são um bom modelo", disse Silcox, um antropólogo da Universidade de Winnipeg, no Canadá.

 

O I. graybullianus representa um galho da árvore da vida dos primatas, de acordo com o coautor Jonathan Bloch, da Universidade da Flórida. "Você pode pensar nele como um primo da linha principal que levaria, ao final, a nós."

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