Primeira astronauta sul-coreana chega à Estação Espacial

Yi Sob-yeon, de 29 anos, voltará à Terra no próximo dia 19, junto com a tripulação da 16ª missão da ISS

EFE,

10 de abril de 2008 | 18h33

Os tripulantes da nave russa Soyuz TMA-12, a sul-coreana Yi Sob-yeon e os russos Oleg Kononenko eSerguei Vólkov, abriram as portas e entraram na Estação Espacial Internacional (ISS), informou o Centro de Controle de VôosEspaciais (CCVE) da Rússia.      "Os cosmonautas russos, como verdadeiros cavalheiros, cederam a vez para a astronauta sul-coreana para que ela fosse a primeira a entrar na plataforma", disse o porta-voz do CVEE, Valeri Lindin, citado pela agência Interfax.      A abertura aconteceu quase duas horas depois da manobra de acoplamento, que se efetuou em regime automático e transcorreu com toda normalidade.      Os astronautas americanos Peggy Whitson, comandante da décima sexta missão permanente, Garrett Resman e o russo Yuri Malenchenko aguardavam os recém-chegados na plataforma.      Logo depois de dar as boas-vindas aos tripulantes da Soyuz, os membros da missão permanente mostraram a rota de evacuação de emergência da estação.   "É parte do regulamento, os novos moradores da ISS devem estudar atentamente a rota de evacuação", disse Lindin.      Kononenko e Vólkov substituirão seu compatriota Malenchenko e o colega americano Whitson.      Reisman, que no dia 13 de março chegou a ISS a bordo da nave Endeavour, para substituir o francês Léopold Eyharts como terceiro membro da décima sexta expedição, fará parte também da décima sétima missão, até junho deste ano, quando voltará à Terra.      Yi Sob-yeon, de 29 anos, voltará à Terra no próximo dia 19, a bordo da Soyuz TMA-11, junto com a tripulação permanente da 16ª missão.      Durante sua estada na ISS, a astronauta sul-coreana realizará uma série de experimentos biológicos, geofísicos, científicos e médicos e se comunicará ao vivo com estudantes sul-coreanos para lhes explicar fenômenos como a falta de gravidade no espaço.      A missão número 17 da ISS realizará um amplo programa de pesquisa científica como o Huracán, destinado a elaborar um sistema de prognóstico, redução de danos e eliminação das conseqüências de catástrofes naturais e acidentais.      Além disso, os cosmonautas estudarão a dinâmica dos principais indicadores da atividade cardíaca e a circulação do sangue, assim como as funções fisiológicas do homem durante o sonho em um vôo espacial prolongado.      Também continuarão com a observação da influência do vôo orbital no crescimento das plantas e o efeito da microgravidade e da radiação espacial nas células e micróbios, assim como estudarão o possível uso de proteínas como vacina para o vírus HIV, causador da aids.

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