Principal líder sunita sírio convida o papa a visitar o país

O antecessor de Bento, papa João Paulo II, fez uma visita histórica à Mesquita Umaíada de Damasco, em 2001

AP,

01 de agosto de 2008 | 15h02

O grão-mufti da Síria, maior clérigo islâmico sunita do país, disse que gostaria de se reunir com o papa Bento XVI e convencê-lo a visitar o país.   O mufti, xeque Ahmad Badereddine Hassoun, fez os comentário em Damasco, de acordo com a agência de notícias italiana Apcom e outras fontes.   "Gostaria de convidar o Santo Padre a visitar nosso país, seguindo os passos de São Paulo", disse Hassoun, citado pelas Apcom. "Disponho-me a uma reunião no Vaticano. Gostaria de vê-lo para planejarmos a visita juntos".   O antecessor de Bento, papa João Paulo II, fez uma visita histórica à Mesquita Umaíada de Damasco, em 2001.   O papa Bento XVI está em férias nos Alpes italianos. O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, disse que o convite reflete o "clima sereno" que reina atualmente na Síria e as "boas relações" do Vaticano com o país.   Bento vem tentando melhorar suas relações com o islã desde que proferiu um discurso em 2006 que irritou boa parte do mundo muçulmano. No discurso, o papa citou um texto medieval que classificava alguns ensinamentos do islamismo como "cruéis e desumanos", particularmente "a ordem de espalhar a fé pela espada".   Hassoun, um moderado, disse que o caso está encerrado. "Há um diálogo, e entre religiosos e intelectuais sempre haverá discussão", disse ele, ainda de acordo com a Apcom. "Pode-se brigar com a esposa, mas depois o amor aumenta".

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