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Procissão de Ramos inicia celebrações da Semana Santa em Jerusalém

Brasil, Polônia, Índia, Egito, França, Trinidad e Tobago, Espanha e Alemanha eram só alguns dos países de origem milhares de peregrinos que entoavam canções, rezavam ou simplesmente caminhavam em silêncio

Efe,

17 Abril 2011 | 17h37

Milhares de cristãos de todo o mundo começaram neste domingo, 17, a celebração da Semana Santa em Jerusalém com uma procissão de Domingo de Ramos em lembrança à entrada de Jesus na cidade há 2 mil anos.

 

Como marca a tradição, a passeata começou na primeira hora da tarde da igreja franciscana de Betfagé, no Monte das Oliveiras, para concluir em frente ao Portão dos Leões, que dá acesso à Cidade Antiga.

 

Na igreja de Betfagé, uma aldeia palestina que há dois milênios estava fora da cidade, fica a pedra que Jesus usou para montar o jumentinho com o qual entrou em Jerusalém.

 

A partir desse ponto, palestinos cristãos e peregrinos de inúmeras nações começaram um percurso de quatro quilômetros repleto de "Hosanas" e cantos de amor a Jerusalém em francês, inglês, árabe, espanhol e latim.

 

O sol forte levou os fiéis a usarem bonés e guarda-sóis, mas o calor, em torno dos 34 graus, não impediu o tom alegre e plural que contamina a procissão, dirigida pelos monges da Custódia da Terra Santa, da ordem de São Francisco de Assis.

 

O secretário da Custódia, Padre Silvio Rogelio de la Fuente, lembrou em frente à igreja que o Domingo de Ramos é uma "festa de toda a cristandade", no qual os conventos e o clero local abrem suas portas a todos os fiéis.

 

"Nesse dia, as pedras de Jerusalém gritam porque o Messias está entrando em sua cidade, está fazendo sua entrada triunfal e, com ele, todos os cristãos que vêm de todas as partes do mundo", assinala o sacerdote franciscano, natural de Buenos Aires.

 

Brasil, Polônia, Índia, Egito, França, Trinidad e Tobago, Espanha e Alemanha eram só alguns dos países de origem milhares de peregrinos que entoavam canções, rezavam ou simplesmente caminhavam em silêncio.

 

Sobre as cabeças, ramos de oliveira se confundiam com as diversas bandeiras que tremulavam, enquanto o som de violões, darbukas, pandeiros e alguns violinos e flautas faziam a trilha sonora do evento.

 

"Vemos pessoas de todas as nacionalidades e línguas. Não nos entendemos, mas todos viemos festejar que Jesus tenha entrado aqui como rei", assinala a turista chilena Angélica.

 

O católico italiano Benny di Bitonto, morador de Jerusalém, considera um privilégio poder fazer o mesmo percurso que Jesus, dias antes da Crucificação.

 

"É uma graça especial poder celebrar a Páscoa aqui, nesta cidade tão especial, uma cidade que continua manchada pela violência, pelo sangue, pela injustiça, da mesma forma que há 2 mil anos", argumenta.

 

A americana Gil, que faz sua quinta visita a Jerusalém em períodos de Páscoa, afirma que a celebração "traz a humanidade de Jesus à terra".

Durante a peregrinação, os fiéis passaram junto ao Horto de Getsêmani, onde, segundo os Evangelhos, Jesus viveu os últimos momentos antes de Jesus ser entregue aos soldados romanos por Judas.

 

O ato mais importante dos festejos de Páscoa será o Via Crúcis da Sexta-Feira Santa, procissão que reproduz o itinerário que percorreu Jesus Cristo pela Via Dolorosa até o local de sua crucificação.

 

Um dia antes, os fiéis celebram a última ceia de Jesus e a cerimônia de lavar os pés de 12 membros da comunidade cristã no Cenáculo do Monte Sião.

 

Neste ano, o calendário ortodoxo cristão coincide com o seguido pelos católicos e protestantes, por isso, ao contrário do habitual, todos os ritos são realizados ao mesmo tempo na Semana Santa.

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