Produtores defendem rotulagem para soja transgênica

O diretor presidente da Cooperativa Agro-Pecuária Alto Uruguai (Cotrimaio), que reúne produtores da região de Três de Maio, no Rio Grande do Sul, Antônio Wvunsch, acredita que cedo ou tarde o cultivo e a comercialização de produtostransgênicos serão liberados no Brasil. Embora a Cotrimaio tenha um programa de rastreabilidade da soja plantada na região, Wvunsch não se opõe ao fim da proibição, desde que seja adotada a rotulagem. "Temos de deixar o consumidor fazer a escolha sobre que tipo de alimento quer consumir´, defende.Desde 1999, a Cotrimaio conduz o programa Produção de Soja Não-Transgênica, de rastreabilidade da soja na região de Três de Maio. A cooperativa paga um prêmio de R$ 1,50 por saca de 690 quilos de soja não-transgênica e vende à indústria com um sobepreço de mais de 4%. "Trata-se de um incentivo que atrai cada vez mais produtores", afirma Wvunsch.No ano passado, 3,3 mil dos cerca de 5 mil plantadores de soja associados da Cotrimaio adotaram a rastreabilidade. Em 2003, o número deve chegar a 4 mil, segundo estimativa da entidade. Além disso, a Organização Brasileira de Cooperativas pediu auxílio a os agrônomos da Cotrimaio para formar uma comissão nacional que discutirá formas de ampliar a rastreabilidade em outras regiões do País.

Agencia Estado,

10 de março de 2003 | 16h00

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