Professor criacionista nos EUA marcava estudantes com a cruz

Freshwater usou uma ferramenta científica conhecida como gerador de alta freqüência para queimar imagens

AP

20 de junho de 2008 | 19h25

Um professor de escola pública, que pregava sua crença cristã apesar das reclamações de outros professores e administradores, usava um método pouco usual de ensino: ele queimava a imagem de uma cruz nos braços dos alunos, disseram investigadores independentes em relatório.  O professor John Freshwater, da Mount Vernon Middle School, também ensinava o criacionismo em suas aulas de ciência e era insubordinado, não retirando a Bíblia e outros materiais religiosos de sua sala de aula, disse o relatório.  O criacionismo é uma interpretação literal da Bíblia que acredita que os seres humanos existiram em sua forma atual desde o início dos tempos, rejeitando a teoria da evolução. Membros da diretoria da escola se reuniram nesta sexta-feira, 20, para discutir as descobertas da empresa H.R. On Call Inc., contratada pelo distrito escolar para as investigações. O relatório foi emitido na quinta-feira, 19. O relatório chega uma semana após uma família ter entrado com um processo contra Freshwater e o distrito escolar, dizendo que o professor teria queimado uma cruz no braço de seu filho, deixando uma marca que permaneceu por três ou quatro semanas.  Dave Daubenmire, amigo de Freshwater, defendeu-o. "Com a exceção do episódio da queima de cruzes, eu acredito que John está ensinado os valores dos pais desse distrito escolar", disse ao jornal Columbus Dispatch. Diversos alunos entrevistados pelos investigadores descreveram Freshwater, professor do distrito há 21 anos, como uma pessoa muito simpática.  Mas Lynda Weston, a diretora de educação do distrito, disse aos investigadores ter lidado com reclamações sobre o professor na maior parte de seus 11 anos na escola.  Freshwater usou uma ferramenta científica conhecida como gerador de alta freqüência para queimar as imagens nos alunos em dezembro, disse o relatório. O professor disse aos investigadores que estava simplesmente tentando demonstrar o uso da ferramenta em diversos alunos e descreveu a imagem como um "x", não uma cruz. Mas as imagens mostram o desenho de uma cruz, disse o relatório.  Outros achados mostram que Freshwater ensinava que a datação por carbono 14 não era uma prova confiável da evolução.

Tudo o que sabemos sobre:
educaçãoreligiãoEstados Unidos

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.