Professores da Uerj suspendem greve para negociar com o governo

Trégua vai até a quarta-feira, 12, quando os docentes voltam a se reunir para avaliar se houve avanço nas negociações

Agência Brasil

04 Setembro 2012 | 10h27

Rio de Janeiro - Os professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) decidiram, em assembleia realizada na segunda-feira, 3, suspender a greve iniciada no dia 11 de junho. A suspensão vai até a quarta-feira, 12, quando os docentes voltam a se reunir para avaliar se houve avanço nas negociações com a reitoria e o governo estadual.

"Essa decisão reitera a nossa disposição em dialogar", disse Guilherme Mota, presidente da Associação dos Docentes da Uerj (Asduerj). Segundo ele, a medida não significa o reinício imediato das aulas. "Nesse período, esperamos que o reitor Ricardo Vieiralves cumpra com os compromissos assumidos em reunião esta manhã (segunda-feira,3), no seu gabinete", declarou.

Os professores reivindicam a recomposição salarial de 22% para recuperar a perda nos últimos anos; a retirada da representação do governo do estado no Supremo Tribunal Federal (STF) contra os triênios; a regularização da situação trabalhista dos professores substitutos; e o fim da dedicação exclusiva.

No encontro com os docentes, o reitor prometeu retirar as ações judiciais que envolvam as associações da Uerj (Asduerj, Sintuperj e DCE), além estabelecer as condições para a prorrogação dos contratos dos professores substitutos e aumentar, ainda este ano, as bolsas estudantis para R$ 400.

Em relação ao projeto de dedicação exclusiva apresentado pela reitoria, a assembleia decidiu anexar algumas emendas e apresentar o substitutivo nesta terça-feira, 4, à Secretaria da Casa Civil e à Assembleia Legislativa (Alerj).

Segundo Mota, a Uerj é a "única universidade pública no Rio onde os professores não contam com esse regime de trabalho [dedicação exclusiva]. Ele permite que o professor não acumule outros empregos e trabalhe exclusivamente no ensino, na pesquisa e na extensão dentro da universidade".

Ele esclareceu ainda que o adicional proposto pelo governo só atingiria o percentual de 65% em 2015 e, mesmo assim, beneficiaria apenas uma pequena parte dos professores.

A Secretaria de Planejamento e Gestão informou, por meio de nota, que o governo não pretende acabar com os triênios dos servidores. De acordo com o órgão, as carreiras que já contam com o adicional por tempo de serviço não sofrerão alterações e que a intenção da representação no STF é para que o governo possa conceber carreiras que ofereçam outras formas de progressão, que não os triênios.

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