Projeto do Garra em parque ecológico não sai do papel

Parceria inovadora, anunciada em julho último como solução para dois problemas, a instalação da sede do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) de Campinas no Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim com recursos da iniciativa privada ainda não foi além da burocracia. A previsão inicial era de que a nova sede fosse inaugurada até o final deste ano.Mas a Delegacia Seccional de Campinas teve o pedido de autorização para o projeto negado duas vezes pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural de Campinas (Condepacc), responsável pelo tombamento dos prédios históricos e dos 110 hectares da reserva ecológica.Além de ganhar sede própria, inclusive para treinamento, a equipe do Garra garantiria a segurança durante as 24 horas do Parque Ecológico, que já atraiu 10 mil visitantes por final de semana e hoje está praticamente abandonado porque os moradores não se sentem seguros para freqüentá-lo.O projeto está orçado em cerca de R$ 70 mil, que serão custeados por empresas privadas. Mas o Condepacc considerou que os dois relatórios apresentados pela Seccional não continham informações suficientes. O órgão pediu um novo relatório, mais detalhado, com memorial descritivo da obra, plantas baixas de cada edifício, vistas das fachadas em escala, os nomes dos responsáveis técnicos e a Anotação de Responsabilidade Técnica.Enquanto isso, o Garra permanece provisoriamente instalado no 4º Distrito Policial de Campinas. O delegado seccional Miguel Voigt informou nesta terça-feira que um novo documento está sendo elaborado, mas não há previsão de quando será apresentado. Ele garantiu que o projeto não coloca em risco a mata, os prédios tombados nem a área verde do projeto paisagístico de Roberto Burle Marx.

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