Projeto Genoma Brasileiro entra em nova fase

O Projeto Genoma Brasileiro prepara-se para entrar em uma nova fase. Pesquisadores que integram a rede, formada em dezembro de 2000, reuniram-se nesta semana em Brasília para fazer um balanço das atividades e preparar novas linhas de trabalho. Em quase dois anos atuação, a rede concluiu o seqüenciamento do DNA da bactéria Chromobacterium violaceum, publicou 162 pesquisas e 29 patentes de genes identificados estão sob processo de registro. Agora, pesquisadores estão debruçados em quatro projetos de pesquisa, de diferentes áreas de interesse.A idéia é ir além do seqüenciamento. "Centros de pesquisa espalhados em todo o País já dominam essa técnica. A idéia é partirmos para o desdobramento lógico: a genômica funcional e comparativa", afirma a coordenadora do Genoma Nacional, Ana Teresa Ribeiro de Vasconcelos. É o que está sendo feito com o Mycoplasma sinoviae, que afeta aves, cujo DNA foi seqüenciado pelo grupo. Aves contaminadas por esse microorganismo não podem ser usadas na exportação. "Comparamos com DNA de micoplasmas suínos, tentamos descobrir se de fato ele é patogênico e desenvolver testes de diagnóstico." As propostas serão apresentadas na próxima semana, para avaliação do Ministério da Ciência e Tecnologia. Em meados de setembro, um edital deverá ser publicado com as linhas de pesquisa aprovadas. A coordenadora-geral de bicotecnologia do Ministério da Ciência e Tecnologia, Ana Lúcia Assad, estima que nessa segunda etapa a verba necessária para a continuação dos trabalhos será menor do que no início do projeto. Na época, foram financiados R$ 13 milhões - R$ 8 milhões dirigidos para equipar os centros de pesquisa."Agora a verba irá para manutenção dos aparelhos, para o custeio dos trabalhos e para recursos humanos", disse. Ana Lúcia, porém, não informou o quanto poderia ser destinado ao trabalho. Novos grupos de pesquisadores poderão integrar os novos projetos, disse.

Agencia Estado,

15 de agosto de 2003 | 16h58

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