Projetos do MDL reduzirão emissão de gás em aterros

Os dois primeiros projetos ambientais brasileiros aprovados pelo governo para integrar o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) são das empresas privadas Nova Gerar e Veja. São aterros sanitários, um em Nova Iguaçu (RJ) e outro em Salvador, para aproveitamento do biogás liberado pelo lixo, voltados à geração de eletricidade por meio de sua combustão. Ambos poderão receber financiamento indireto de empresas poluentes.Os projetos foram analisados pela Comissão Interministerial de Mudança do Clima, presidida pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos, responsável pela aprovação de medidas de acordo com cinco critérios básicos, entre eles as condições ambientais para a realização das ações. A comissão foi criada em 1999 para articular as ações do governo na área de controle ambiental e já recebeu 50 projetos de empresas.Segundo Campos, esses projetos têm um grande poder de inclusão social porque podem contribuir para a geração de empregos e melhorar as condições de trabalho e de saúde das pessoas que trabalham nos lixões em Nova Iguaçu e Salvador. A liberação oficial foi anunciada na quarta-feira por Campos, junto com os ministros Marina Silva (Meio Ambiente) e Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento).LicenciamentoO presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, divulgou durante a solenidade o documento Sondagem Especial, um panorama do comportamento das empresas diante da necessidade do controle ambiental no País. Para o estudo, foram ouvidas 1.007 pequenas e médias empresas e outras 211 grandes empresas.Segundo Monteiro, o documento mostra que o excesso de tempo para análise e deliberação das licenças ambientais é um dos graves entraves para o bom relacionamento entre o setor produtivo e os órgãos ambientais. "A maioria das empresas consultadas que já requisitaram licenciamento ambiental - 75% das grandes empresas e 71% das pequenas e médias - enfrentou dificuldades para obtê-lo", afirmou o presidente da CNI.

Agencia Estado,

03 de junho de 2004 | 15h57

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