Projetos usam agricultura familiar para salvar a Amazônia

Atentos à busca de soluções práticas para o combate aos desmatamentos na Amazônia, pesquisadores reunidos em Brasília apresentaram nesta sexta-feira propostas para tentar resolver o problema. Basicamente, são programas de agricultura familiar que associam tecnologia e ecologia, e protocolos de cooperação entre estados ricos, principalmente os do sudeste, para financiar projetos na maior floresta tropical do mundo. O assunto foi discutido no encontro preparatório da 3ª Conferência Científica do LBA, que começa no dia 27, em Brasília. Um dos projetos apresentados foi da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) cuja meta central é o combate às queimadas na floresta, associando ecologia e agricultura familiar. Segundo a chefe da Embrapa Amazônia Oriental, Tatiana Sá, com o projeto Tipitamba a empresa orienta a população nativa a substituir as queimadas, antiga técnica usada no preparo da terra para o plantio, por algo mais moderno, como a trituração da vegetação. Na atual fase, há 100 famílias cadastradas no programa da Embrapa. Mas ele será ampliado para todos os estados com uso de recursos próprios da empresa - R$ 300 mil - e possivelmente de dinheiro captado no exterior. Segundo Tatiana, a agricultura familiar pode ser um forte aliado para conter a destruição da floresta Amazônica.

Agencia Estado,

24 de julho de 2004 | 03h10

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