Protocolos municipais ajudam a diminuir queimadas

Produtores rurais, médicos, sindicalistas, prefeitos, técnicos e ambientalistas assinam, hoje, mais um Protocolo de Prevenção e Controle do Uso do Fogo no município de Senador Guiomard, no Acre. E outro acordo regional está em fase final, envolvendo os municípios de Brasiléia, Epitaciolândia e Assis Brasil, no extremo oeste do estado. O programa é da entidade ambientalista Amigos da Terra, com apoio do governo italiano. Existe desde outubro de 1999 e, até agora, 11 protocolos já foram assinados, beneficiando o meio ambiente e a população local, com a redução do excesso de fumaça e conseqüente diminuição dos acidentes em estradas e queda no número de internações por problemas respiratórios.Considerados inovadores e bastante eficientes na racionalização ? e conseqüente redução ? do uso do fogo na agricultura, os protocolos municipais são voluntários, não implicam em multas ou penalidades legais. Mesmo assim tem sido respeitados, por se tratarem de acordos longamente negociados com organizações e instituições locais, de todos os tipos, governamentais e não-governamentais. ?A visita às comunidades para contato com os agricultores gera uma demanda por informações técnicas e uma cobrança mútua, em relação às medidas práticas que levam à redução do uso do fogo?, observa Clóvis Brasileiro Franco, coordenador do programa no Acre. As medidas mais comuns acordadas incluem a realização e manutenção de aceiros (faixas sem vegetação para separar as lavouras das áreas de vegetação natural); acertos entre vizinhos para realização de queimadas no mesmo dia, com mais controle; adoção de tecnologias alternativas ao fogo no preparo de solo e controle do mato após a colheita ou na renovação de pastagens; manejo florestal e realização de queimadas apenas depois das primeiras chuvas, evitando-se períodos excessivamente secos, quando o risco das queimadas se transformarem em incêndios florestais é maior.Os dez protocolos municipais acertados até hoje são de Acrelândia, Capixaba, Plácido de Castro e Xapuri, no Acre; Alta Floresta, Castanheira, Guarantã do Norte, Juína e Paranaíta, no Mato Grosso e Marabá, no Pará. O décimo primeiro é um protocolo regional, que inclui 7 municípios no entorno de Tucuruí, no Pará.

Agencia Estado,

14 de junho de 2002 | 11h40

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